sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Adote um artista!


O FAAN- Fine Art Adoption Network é uma comunidade que conecta artistas e colecionadores de arte. Nela é possível expor e adotar trabalhos. Para adotar é preciso entrar em contato com o artista que decidirá se tem interesse ou não em atender ao pedido. O objetivo é aumentar a quantidade de colecionadores de arte e divulgar o trabalho do artista. Quem tiver interesse em divulgar seu trabalho, basta entrar em contato com os organizadores que vão avaliar seu pedido de entrar para a comunidade. O artista não recebe pela obra que doa, mas a pessoa que tiver interesse em adquiri-la deve pegar por todas as taxas necessárias para receber a obra.

São pouca obras disponíveis para adoção e algumas são bem estranhas, mas vale a pena dar uma olhada.

Infelizmente o site está correndo o risco de deixar de existir por falta de patrocínio.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A ARTE DA IMPERATRIZ TEREZA CRISTINA

Há 120 anos, falecia a pioneira na arte do mosaico com porcelana

Segundo o jornalista e mosaicólogo Gougon, a Imperatriz Dona Tereza Cristina é autora dos primeiros mosaicos feitos em terras brasileiras. Unindo e harmonizando as tesselas (como são chamados na arte do mosaico os pequenos fragmentos fixados sobre qualquer superfície plana ou tridimensional), essa princesa napolitana revelava sua sensibilidade nessa arte. Usando conchas recolhidas nas praias do Rio, e cacos de peças de serviço de chá da Casa Imperial, Dona Tereza Cristina recobriu bancos, tronos, fontes e paredes do Jardim das Princesas.

Irmã do Rei Fernando II das Duas Sicílias, Dona Teresa Cristina chegou ao Brasil em 1843 para unir-se ao esposo, o Imperador D. Pedro II, com quem havia se casado por procuração. Ele tinha 18 anos e ela, 21.

Apesar de não ser a bela princesa sonhada pelo jovem Imperador, Dona Tereza Cristina possuía outras qualidades de maior mérito: Chamada de “Mãe dos Brasileiros” por sua bondade e preocupação com os pobres, teve uma educação refinada, desenvolvendo seu talento musical, entre outros. Dona de uma bela voz, costumava abrilhantar os saraus com seu canto. Inteligente e sensível, interessou-se pela cultura clássica e pela arqueologia, e ainda como Princesa de Nápolis, financiou e conduziu escavações no sítio arqueológico Etrusco de Veio, próximo a Roma, por isso sendo chamada de “Imperatriz Arqueóloga”.


Quando chegou ao Brasil, trouxe em sua comitiva artistas, músicos e cientistas, e mais tarde mandaria vir das recém-descobertas Pompéia e Herculano os primeiros objetos artísticos ali encontrados.


Suas obras em mosaico podem ser datadas, curiosamente, por um rabisco descoberto pela pesquisadora Maria Beltrão, feito na argamassa de um dos bancos do Jardim das Princesas: “29 de julho de 1852” – data em que a princesinha Isabel completava 6 anos de idade. Para o mosaicólogo Gougon, essa datação coloca a obra da Imperatriz como pioneira, por ter utilizado porcelanas em mosaicos pelo menos 50 anos antes de Gaudi e Josep Jujol, considerados revolucionários na arte do mosaico. Gougon ainda ressalta que a obra de Dona Tereza Cristina mereceria ser restaurada e exibida com orgulho, tanto por brasileiros quanto por italianos.


Dona Tereza Cristina faleceu há 120 anos, no dia 28 de dezembro de 1889, apenas 43 dias após o golpe militar de 15 de novembro. A historiografia republicana, tão ávida em procurar defeitos em todos os vultos do Império, jamais pôde encontrar uma mácula na história de vida da Mãe dos Brasileiros.

Leandro Mairink e Mairia Luiza dos Santos
ACI/BR-RJ
Revista Brava Gente Brasileira.
Imagens de Leandro Mairink

Fontes pesquisadas:
Site Mosaicos do Brasil http://mosaicosdobrasil.tripod.com/id9.html
D. Pedro II, de José Murilo de Carvalho
WWW.causaimperial.org.br

Inscrições para ocupação do Espaço Piloto até dia 01/02

CONVOCATÓRIA

GALERIA ESPAÇO PILOTO- UnB

Galerias térreo, mezanino e subsolo

Brasília, 07 de dezembro de 2009

O ESPAÇO PILOTO, vinculado ao Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, lança CONVOCATÓRIA de ocupação para as galerias TÉRREO, MEZANINO e SUBSOLO, com vigência em 2010, por períodos de 21 dias. Esta CONVOCATÓRIA tem como objetivo selecionar propostas de ocupação temporária dos espaços expositivos, com o intuito de promover a reflexão e a difusão da produção contemporânea de artes visuais na cidade de Brasília, de acordo com o estabelecido abaixo:

1. Inscrições

1.1. As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 18 de janeiro a 01 de fevereiro de 2010.

1.2. A ficha de inscrição, juntamente com toda a documentação obrigatória descrita nesta convocatória, deverá ser entregue pessoalmente no Espaço Piloto, ou enviada pelos Correios, em carta registrada, ou por serviços de entrega expressa, com Aviso de Recebimento (AR) ou equivalente, para o seguinte endereço:

Coordenação do Espaço Piloto - UnB
Convocatória Galerias Térreo, Mezanino e Subsolo
Ed. de Oficinas Especiais, Bloco A, AT-11
Campus Universitário Darcy Ribeiro
Asa Norte – Brasília DF
CEP 70910-900

1.3. O edital e a ficha de inscrição, que deve ser preenchida e assinada, estão disponíveis na galeria Espaço Piloto e também podem ser solicitados pelo endereço eletrônico espacopiloto@gmail.com .

1.4. Serão consideradas válidas as inscrições postadas até a data de encerramento prevista no Item 1.1., considerando-se para esse fim a data registrada no carimbo dos Correios ou do serviço de entrega.

1.5. Não será aceita inscrição realizada por fax ou e-mail.

1.6. O ato de inscrição no processo seletivo implica a aceitação pelo artista de todas as condições deste Regulamento.

1.7. Ao inscrever-se, o artista autoriza a Comissão Organizadora a reproduzir total ou parcialmente o material enviado (imagens e textos) para utilização na divulgação das exposições (ver item 4.2.3 desta convocatória).

1.8. É de responsabilidade única, exclusiva e irrestrita do artista inscrito a veracidade das informações por ele prestadas no ato de inscrição e a observância e regularização de toda e qualquer questão concernente à Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 6.910/98) no que se refere à documentação encaminhada, bem como às obras selecionadas para as exposições no Espaço Piloto.

2. Documentação obrigatória

2.1. Ficha de inscrição original ou cópia devidamente preenchida e assinada;

2.2. Cópia da Carteira de Identidade ou, sendo estrangeiro, cópia da Cédula de Identidade de Estrangeiro na condição de permanente no território nacional;

2.3. Cópia do CPF – Cadastro de Pessoa Física;

2.4. Apresentar dossiê, no formato A4, contendo: projeto da exposição (concepção, descrição, características específicas), portfólio com documentação fotográfica ou fotocópia colorida dos trabalhos que serão expostos e das atividades a serem realizadas durante o período da exposição, se for o caso. Não serão aceitos trabalhos originais para avaliação;

2.5. As imagens mencionadas no Item 4.2.3 devem conter, no verso, as seguintes informações: autor; título da obra; data; dimensões em centímetros (altura, largura e profundidade); técnica e materiais utilizados.

2.6. Também será aceito, na inscrição, material ilustrativo complementar, como catálogos, folders e artigos em revistas ou jornais.

2.7. Os trabalhos cuja apresentação exija DVD (performance, vídeo-arte e/ou instalação) deverão ser encaminhados em um DVD em linguagem NTSC com até 15 (quinze) minutos de duração. Trabalhos com duração superior deverão ser editados para até 15 (quinze) minutos.

2.8. Incluir currículo e documentação sobre a(s) trajetória(s) artística(s) dos proponentes (cópias de catálogos, convites, textos críticos ou impressos em geral);

2.9. Definir no projeto plano de montagem, cronograma de montagem, descrição de equipamentos necessários ou de materiais específicos no caso de instalações ou obras multimídia. Não serão aceitos projetos que utilizem materiais que comprometam e/ou prejudiquem as instalações físicas dos espaços expositivos;

2.10. Os projetos não selecionados pelo Conselho Curador deverão ser retirados na galeria entre 05 a 26 de fevereiro. Para que os projetos não selecionados sejam devolvidos pelo correio, deverá ser encaminhado um envelope subscrito e selado, no valor correspondente ao envio da inscrição.

3. Dos Participantes

3.1. As inscrições são abertas a todos os artistas e grupos de artistas brasileiros natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no Brasil há mais de 2 anos (comprovados), inclusive alunos, ex-alunos e professores da Universidade de Brasília.

3.2. Serão aceitas inscrições de grupos artísticos, desde que se enquadrem nas especificações acima e que todos os membros do grupo sejam identificados. A inscrição dos grupos deverá ser feita por um de seus membros, ficando ele responsável por todas as negociações e contratos firmados entre o grupo e o Espaço Piloto.

3.3. Os participantes menores de 18 (dezoito) anos deverão apresentar autorização escrita dos pais ou responsáveis, salvo os emancipados.

3.4. Os membros do Conselho Curador, da coordenação do Espaço não poderão se inscrever para esta convocatória.

4. Responsabilidades

4.1. Do Espaço Piloto

4.1.1. Auxiliar na coordenação dos eventos, planejar o cronograma das exposições e determinar os períodos de montagem e desmontagem, sendo que o artista poderá indicar o período de sua preferência. Cabe à coordenação o direito de alterar o cronograma caso não sejam realizados, por motivos maiores, os serviços prestados pela Prefeitura da Universidade de Brasília (como pintura, manutenção elétrica, hidráulica, segurança e outros).

4.1.2. Informar o resultado da seleção e do calendário das ocupações através de comunicado individual via correio eletrônico e no Portal da UnB;

4.1.3. Auxiliar na execução de montagem e desmontagem de exposição (se for o caso);

4.1.4. Imprimir até 150 cartazes, em policromia, tamanho A3 e até 500 convites/folders;

4.1.5. Divulgar a exposição na imprensa e no site da UnB, mediante release e material fotográfico;

4.1.6. Disponibilizar o espaço físico, nas datas definidas para o período da ocupação (montagem, visitação e desmontagem);

4.2. Do Artista

4.2.1. Assinar o Termo de Responsabilidade com a Galeria Espaço Piloto para oficializar a exposição;

4.2.2. Providenciar e arcar com os custos das obras da exposição. Os artistas ou proponentes serão responsáveis por eventuais danos causados ao espaço da galeria;

4.2.3. Providenciar os materiais e equipamentos específicos necessários para a exposição proposta;

4.2.4. Conceder ao Espaço Piloto e ao Departamento de Artes Visuais da UnB o direito de uso das imagens documentadas/capturadas durante as atividades de montagem, abertura e visitação da exposição, para divulgação impressa e digital em catálogos publicados pelo Espaço Piloto (assinar termo de concessão de direitos de imagem);

4.2.5. Retirar todo material utilizado nos espaços das galerias do Espaço Piloto até o último dia da desmontagem;

5. Disposições Gerais

5.1. Caberá à Comissão Organizadora: instalar os grupos de acompanhamento dos projetos (produção e montagem); viabilizar a realização de reuniões para seleção dos artistas inscritos; resolver controvérsias, dúvidas ou pendências advindas do processo de seleção e/ou do acompanhamento dos artistas; viabilizar a realização de exposição com obras dos artistas selecionados; viabilizar a impressão de convites e cartazes; zelar pelo bom andamento de toda a produção; divulgar na imprensa todas as exposições selecionadas; zelar pelo cumprimento deste Regulamento e providenciar suas eventuais modificações.

5.2. O Conselho Curador é nomeado pela coordenação do Espaço Piloto e é composto por 5 (cinco) membros sendo quatro professores do quadro do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília e um convidado externo, e terá as seguintes atribuições: examinar os portfólios enviados e realizar a seleção entre os artistas postulantes às pautas disponíveis no Espaço Piloto. Os integrantes do Conselho curador poderão ser substituídos a qualquer tempo, em caso de impossibilidade de participação, por outros profissionais igualmente idôneos. Os critérios adotados, bem como a justificativa para a escolha dos artistas selecionados, serão objeto de reunião do Conselho Curador, tendo sua fundamentação registrada em ata.

5.3. Além da Equipe do Espaço Piloto auxiliam na montagem da exposição alunos voluntários e/ou bolsistas e um funcionário da Marcenaria da UnB.

5.4. As decisões das Comissões e do Conselho Curador serão soberanas e irrecorríveis.

5.5. Os casos omissos relativos a este Regulamento serão decididos pela Comissão Organizadora e, em última instância, pela Coordenação do Espaço Piloto.

5.6. Mais informações referentes à Convocatória poderão ser obtidas pelos e-mails espacopiloto@gmail.com e espacopiloto@unb.br pelos telefones (55) 61 - 3307-3726.

5.7. A assinatura da ficha de inscrição implica a aceitação integral deste Regulamento.

Contatos:
Coordenação
Prof. Nivalda Assunção
Equipe de produção
Gabriela, Luciana e Neto
3307-3726
espacopiloto@gmail.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DENÚNCIA - Palácio de São Cristóvão caindo aos pedaços


O palácio no começo do séc. XX, quando foi casa da Câmara Federal

Prefácio: Pedimos a gentileza a Leandro Mairink para publicar o artigo abaixo, produzido com a contribuição da professora Maria Luiza dos Santos. Seguindo a tendência bajulatória e celebratória da historiografia oficial e escolar, poucos brasileiros sabem o que de fato aconteceu em 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República – dizendo melhor, do Golpe Militar. Quanto aos assustadores e inacreditáveis fatos ocorridos nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 1889, é melhor se reportar ao livro Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi, de celebrado historiador José Murilo de Carvalho.

A nós, do campo das artes e da cultura, vale ressaltar alguns fatos. Após a expulsão sumária da família imperial do território brasileiro, o governo republicano iniciou uma série absolutamente ilegal de leilões do patrimônio dos palácios imperiais com o intuito indisfarçável de fazer tabula rasa do período monárquico e apagar a memória da população. Tesouros inestimáveis que, numa mudança de regime deveriam pertencer ao povo, foram vendidos sem dó nem piedade, como as roupas da família imperial, o mobiliário dos palácios e tesouros históricos, como a bata que D. Pedro II usou em sua coroação e o uniforme que vestia quando foi declarada sua maioridade.

Nesse contexto publicamos o artigo abaixo, que mostra o descaso que o governo republicano e todos os regimes e administrações subseqüentes tiverem com o antigo palácio dos imperadores da única monarquia da América do Sul.

Foreword: Leandro Mairink was kind enough to allow us to publish the following article, written with the aid of the teacher Maria Luiza dos Santos. Following the flattering and celebratory official History, few Brazilians know what really happened in November 15, 1889, the day of the Proclamation of the Republic – better say, of the Military Coup. As to the bizarre and frightening episodes of November 15, 16 and 17, 1889, it´s better reporting to Jose Murilo de Carvalho´s book Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi.

To us, working on the fields of art and culture, it’s worthy stressing some facts. After the hasty expulsion of the imperial family of Brazilian territory, the republican government started a series of absolutely illegal auctions of the imperial palaces´ assets, with the undisguisable goal of erasing people´s memory and the imperial legacy. Priceless treasures, which should belong to the nation in such a Regime change, were merciless sold, such as the imperial family´s wardobre, the imperial palaces´ furniture and historical treasures such as the clothes D. Pedro II wore in his Coronation and in the declaration of his becoming full aged.

Keeping an eye on such a background, we are publishing the following article, which shows the neglect with which the republican government and all the following regimes have been treating the former imperial palace of the only South American monarchy.



No dia 31 de outubro de 2009, a equipe do Escritório da Associação Causa Imperial no Rio de Janeiro fez uma visita ao Museu Nacional, para documentar o estado em que se encontra esse prédio histórico, que foi residência de D. João VI, de D. Pedro I e de D. Pedro II, até 1889.

O Palácio que abriga a maior instituição de Ciências Naturais da América Latina, assim como uma das mais importantes coleções de múmias do mundo, situa-se na Quinta da Boa Vista, no “Imperial Bairro de São Cristovão”, nome oficial reavivado pelo prefeito Cesar Maia.

Fotografando e analisando as instalações do Museu, verificou-se que além de totalmente descaracterizadas, não existem atrativos, e a má conservação não corresponde à sua importância histórica. O Museu é mal iluminado, com pouca segurança, infiltrações, cupins, e tantos outros problemas. As paredes e tetos de grande parte das salas eram decorados com afrescos, que hoje estão todos cobertos por 120 anos de “tintas” que tentam apagar nossa memória.

Apesar de tudo, foi possível fazer uma análise crítica e histórica do o palácio. O Jardim das Princesas, nome dado ao jardim no qual D.Leopoldina e D.Isabel - filhas de D.Pedro II - costumavam passar algum tempo do dia, possui um trabalho de mosaico com cacos de porcelana e conchas, possivelmente feitos pela Imperatriz D.Thereza Cristina, sendo cercado por grades que levam a Coroa Imperial junto à sigla P2º (Pedro II). Hoje o jardim se encontra totalmente abandonado e descaracterizado, e os trabalhos em mosaico estão se perdendo. Por dentro do palácio, que possui todas as suas janelas com sacadas, foi possível descobrir, entre as sacadas que dão vista para o Jardim das Princesas, uma que é única e possui características monumentais, duas colunas com larga circunferência além de um belo trabalho de estuque simbolizando os dragões dos Bragança, a coroa Imperial e novamente a sigla P II. Deduziu-se então que seria essa sacada um ponto de onde D.Pedro II observava suas filhas nos seus momentos de lazer no Jardim construído especialmente para elas.

No lance que segue abaixo do Jardim das Princesas, existem duas construções que parecem ser oratórios: um deles imita rochas e raízes de árvores que se fixaram nas paredes e o outro imita uma gruta com Estalactites. Essas duas construções ficam localizadas num ponto impressionante de onde é possível ver grande parte da Quinta da Boa Vista (a parte de cima, que é o Jardim das Princesas possui, uma espécie de píer). Concluiu-se que estes espaços seriam oratórios, pelo fato de seu formato lembrar um altar-mor e no seu interior existirem pequenas cavidades nas paredes onde poderia ser colocadas velas e ainda cavidades onde poderiam ser colocadas imagens.

Nos fundos do Palácio foi encontrado um túnel, cujo destino não é possível saber. Uma informação que não se encontra em livros é sobre o sistema sanitário da residência imperial. Na lateral oposta à do Jardim das Princesas, ainda existe a fossa utilizada na época, possuindo suas paredes lacradas e cerca de 4 metros de profundidade, além de estar localizada numa área que não possui rios ou lagos, evitando a contaminação fluvial e dos lençóis freáticos.

Existem ainda muitas outras partes do Museu que não são abertas à visitação, onde funcionam também os setores de graduação da UFRJ e que guardam relíquias da nossa história, das quais um exemplo curioso é uma sala do torreão esquerdo da fachada do palácio, que ainda possui vitrais riquíssimos da época de nossos imperadores, e que possivelmente foi uma capela.

As demais salas do palácio que ainda são abertas à visitação não possuem suas características originais preservadas, mas há alguns anos foi proposto um plano de restauração do Museu. O projeto foi iniciado e as pinturas originais descobertas, e por isso é possível ver alguns pequenos exemplos das mesmas, mas por falta de verba o plano foi paralisado. A sala da Imperatriz Thereza Cristina e seu oratório ainda possuem estuques e pinturas do teto originais e abrigam a coleção de múmias amazônicas. Já a sala do Trono e Sala dos Diplomatas são abertas para exposições temporárias e, mesmo em estado precário, ainda possuem as pinturas da época da coroação de D. Pedro II, pinturas de grande importância por serem em trompe-l’oeil gris (uma técnica de pintura que imita relevos) e ainda por utilizarem adesivos que ajudam na ilusão de que tudo ali é estuque, mas na verdade são pinturas 3D.

O visitante comum do Museu dificilmente repara nesses detalhes. Contudo, um pesquisador mais interessado poderia passar anos pesquisando a história do Palácio de São Cristovão e da Quinta da Boa Vista que iria descobrir coisas surpreendentes que acabaram ficando perdidas no tempo. Por essa razão, o escritório da Causa Imperial no Rio de Janeiro resolveu fazer esta visita ao atual Museu Nacional em memória ao Império do Brasil, findo há 120 anos, para que assim todos possam constatar quais os frutos estamos colhendo em conseqüência do golpe militar de 1889.

Imagens de Leandro Mairink

Vista do Palácio a partir dos jardins




Escadaria principal fechada devido às chuvas
Placa indicando a função original da sala jogada em um canto.

As folhas de ouroe stão de desbrendendo e oxidando.



Afresco de teto na sala do trono. Assemléia dos deuses olímpicos. 1860

Os medalhões do lado da pintura estão quebrados




Pintura em trompe l'oeil


Pintura em trompe l'oeil


Brasão da casa real portuguesa de Bragança. Sua presença ali indica que foi possivelmente produto de alguma reforma durante o período de d. João VI


Teto da sala dos diplomatas, mantido na maior ecuridão.





Detalhe do teto


Detalhe do teto


Sacada que não dá para lugar nenhum. Alguém pode explicar?


Mofo, descamação da tinta e infiltrações num dos pátios.


Alguém pode explicar o que esses telhados estão fazendo aí? Será possível que o palácio de São Cristóvão não é tombado?


Mias tinta descamando. Para quem não sabe, o uso de pintura em estruturas arquitetônicas não é um hábito puramente estético, mas de conservação. A tinta evita a corrosão do reboco e do concreto, permitindo uma maior durabilidade da estrutura. Mesmo construções de pedra que não são constantemente conservadas ou levam pintura estão fadadas a ruir: cristais de sal se formam dentro dos poros e fendas e crescem, até chegar ao ponto de "implodir" a pedra ou tijolo.


???????????????



Os jardins estão abandonados


Mais infiltrações






O sumidouro do palácio. O sumidouro impedia a liberação de mau cheiro e pragas no ar, tornando o palácio extremamente moderno em relação à higiene


Tunel do qual não se sabe a origem


Fachada do palácio com a porta para o túnel









500 mil reais de reforma para isso??




Capela dos aposentos da última imperatriz, d. Thereza Christina





Teto dos aposentos da imperatriz


Uma das poucas salas com o estuco original






Jardim das princesas.




Arame farpado circulando o jardim das princesas. O Arame foi colocado para prevenir o roubo do sistema de ar condicionado que refrigera as salas pertencentes à UFRJ










A falta de conservação.










Decoração dos jardins. Barão do Rio Branco?






Sacada que dá para o jardim das princesas