Adote um artista!


O FAAN- Fine Art Adoption Network é uma comunidade que conecta artistas e colecionadores de arte. Nela é possível expor e adotar trabalhos. Para adotar é preciso entrar em contato com o artista que decidirá se tem interesse ou não em atender ao pedido. O objetivo é aumentar a quantidade de colecionadores de arte e divulgar o trabalho do artista. Quem tiver interesse em divulgar seu trabalho, basta entrar em contato com os organizadores que vão avaliar seu pedido de entrar para a comunidade. O artista não recebe pela obra que doa, mas a pessoa que tiver interesse em adquiri-la deve pegar por todas as taxas necessárias para receber a obra.

São pouca obras disponíveis para adoção e algumas são bem estranhas, mas vale a pena dar uma olhada.

Infelizmente o site está correndo o risco de deixar de existir por falta de patrocínio.


A ARTE DA IMPERATRIZ TEREZA CRISTINA

Há 120 anos, falecia a pioneira na arte do mosaico com porcelana

Segundo o jornalista e mosaicólogo Gougon, a Imperatriz Dona Tereza Cristina é autora dos primeiros mosaicos feitos em terras brasileiras. Unindo e harmonizando as tesselas (como são chamados na arte do mosaico os pequenos fragmentos fixados sobre qualquer superfície plana ou tridimensional), essa princesa napolitana revelava sua sensibilidade nessa arte. Usando conchas recolhidas nas praias do Rio, e cacos de peças de serviço de chá da Casa Imperial, Dona Tereza Cristina recobriu bancos, tronos, fontes e paredes do Jardim das Princesas.

Irmã do Rei Fernando II das Duas Sicílias, Dona Teresa Cristina chegou ao Brasil em 1843 para unir-se ao esposo, o Imperador D. Pedro II, com quem havia se casado por procuração. Ele tinha 18 anos e ela, 21.

Apesar de não ser a bela princesa sonhada pelo jovem Imperador, Dona Tereza Cristina possuía outras qualidades de maior mérito: Chamada de “Mãe dos Brasileiros” por sua bondade e preocupação com os pobres, teve uma educação refinada, desenvolvendo seu talento musical, entre outros. Dona de uma bela voz, costumava abrilhantar os saraus com seu canto. Inteligente e sensível, interessou-se pela cultura clássica e pela arqueologia, e ainda como Princesa de Nápolis, financiou e conduziu escavações no sítio arqueológico Etrusco de Veio, próximo a Roma, por isso sendo chamada de “Imperatriz Arqueóloga”.


Quando chegou ao Brasil, trouxe em sua comitiva artistas, músicos e cientistas, e mais tarde mandaria vir das recém-descobertas Pompéia e Herculano os primeiros objetos artísticos ali encontrados.


Suas obras em mosaico podem ser datadas, curiosamente, por um rabisco descoberto pela pesquisadora Maria Beltrão, feito na argamassa de um dos bancos do Jardim das Princesas: “29 de julho de 1852” – data em que a princesinha Isabel completava 6 anos de idade. Para o mosaicólogo Gougon, essa datação coloca a obra da Imperatriz como pioneira, por ter utilizado porcelanas em mosaicos pelo menos 50 anos antes de Gaudi e Josep Jujol, considerados revolucionários na arte do mosaico. Gougon ainda ressalta que a obra de Dona Tereza Cristina mereceria ser restaurada e exibida com orgulho, tanto por brasileiros quanto por italianos.


Dona Tereza Cristina faleceu há 120 anos, no dia 28 de dezembro de 1889, apenas 43 dias após o golpe militar de 15 de novembro. A historiografia republicana, tão ávida em procurar defeitos em todos os vultos do Império, jamais pôde encontrar uma mácula na história de vida da Mãe dos Brasileiros.

Leandro Mairink e Mairia Luiza dos Santos
ACI/BR-RJ
Revista Brava Gente Brasileira.
Imagens de Leandro Mairink

Fontes pesquisadas:
Site Mosaicos do Brasil http://mosaicosdobrasil.tripod.com/id9.html
D. Pedro II, de José Murilo de Carvalho
WWW.causaimperial.org.br

Inscrições para ocupação do Espaço Piloto até dia 01/02

CONVOCATÓRIA

GALERIA ESPAÇO PILOTO- UnB

Galerias térreo, mezanino e subsolo

Brasília, 07 de dezembro de 2009

O ESPAÇO PILOTO, vinculado ao Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, lança CONVOCATÓRIA de ocupação para as galerias TÉRREO, MEZANINO e SUBSOLO, com vigência em 2010, por períodos de 21 dias. Esta CONVOCATÓRIA tem como objetivo selecionar propostas de ocupação temporária dos espaços expositivos, com o intuito de promover a reflexão e a difusão da produção contemporânea de artes visuais na cidade de Brasília, de acordo com o estabelecido abaixo:

1. Inscrições

1.1. As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 18 de janeiro a 01 de fevereiro de 2010.

1.2. A ficha de inscrição, juntamente com toda a documentação obrigatória descrita nesta convocatória, deverá ser entregue pessoalmente no Espaço Piloto, ou enviada pelos Correios, em carta registrada, ou por serviços de entrega expressa, com Aviso de Recebimento (AR) ou equivalente, para o seguinte endereço:

Coordenação do Espaço Piloto - UnB
Convocatória Galerias Térreo, Mezanino e Subsolo
Ed. de Oficinas Especiais, Bloco A, AT-11
Campus Universitário Darcy Ribeiro
Asa Norte – Brasília DF
CEP 70910-900

1.3. O edital e a ficha de inscrição, que deve ser preenchida e assinada, estão disponíveis na galeria Espaço Piloto e também podem ser solicitados pelo endereço eletrônico espacopiloto@gmail.com .

1.4. Serão consideradas válidas as inscrições postadas até a data de encerramento prevista no Item 1.1., considerando-se para esse fim a data registrada no carimbo dos Correios ou do serviço de entrega.

1.5. Não será aceita inscrição realizada por fax ou e-mail.

1.6. O ato de inscrição no processo seletivo implica a aceitação pelo artista de todas as condições deste Regulamento.

1.7. Ao inscrever-se, o artista autoriza a Comissão Organizadora a reproduzir total ou parcialmente o material enviado (imagens e textos) para utilização na divulgação das exposições (ver item 4.2.3 desta convocatória).

1.8. É de responsabilidade única, exclusiva e irrestrita do artista inscrito a veracidade das informações por ele prestadas no ato de inscrição e a observância e regularização de toda e qualquer questão concernente à Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 6.910/98) no que se refere à documentação encaminhada, bem como às obras selecionadas para as exposições no Espaço Piloto.

2. Documentação obrigatória

2.1. Ficha de inscrição original ou cópia devidamente preenchida e assinada;

2.2. Cópia da Carteira de Identidade ou, sendo estrangeiro, cópia da Cédula de Identidade de Estrangeiro na condição de permanente no território nacional;

2.3. Cópia do CPF – Cadastro de Pessoa Física;

2.4. Apresentar dossiê, no formato A4, contendo: projeto da exposição (concepção, descrição, características específicas), portfólio com documentação fotográfica ou fotocópia colorida dos trabalhos que serão expostos e das atividades a serem realizadas durante o período da exposição, se for o caso. Não serão aceitos trabalhos originais para avaliação;

2.5. As imagens mencionadas no Item 4.2.3 devem conter, no verso, as seguintes informações: autor; título da obra; data; dimensões em centímetros (altura, largura e profundidade); técnica e materiais utilizados.

2.6. Também será aceito, na inscrição, material ilustrativo complementar, como catálogos, folders e artigos em revistas ou jornais.

2.7. Os trabalhos cuja apresentação exija DVD (performance, vídeo-arte e/ou instalação) deverão ser encaminhados em um DVD em linguagem NTSC com até 15 (quinze) minutos de duração. Trabalhos com duração superior deverão ser editados para até 15 (quinze) minutos.

2.8. Incluir currículo e documentação sobre a(s) trajetória(s) artística(s) dos proponentes (cópias de catálogos, convites, textos críticos ou impressos em geral);

2.9. Definir no projeto plano de montagem, cronograma de montagem, descrição de equipamentos necessários ou de materiais específicos no caso de instalações ou obras multimídia. Não serão aceitos projetos que utilizem materiais que comprometam e/ou prejudiquem as instalações físicas dos espaços expositivos;

2.10. Os projetos não selecionados pelo Conselho Curador deverão ser retirados na galeria entre 05 a 26 de fevereiro. Para que os projetos não selecionados sejam devolvidos pelo correio, deverá ser encaminhado um envelope subscrito e selado, no valor correspondente ao envio da inscrição.

3. Dos Participantes

3.1. As inscrições são abertas a todos os artistas e grupos de artistas brasileiros natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no Brasil há mais de 2 anos (comprovados), inclusive alunos, ex-alunos e professores da Universidade de Brasília.

3.2. Serão aceitas inscrições de grupos artísticos, desde que se enquadrem nas especificações acima e que todos os membros do grupo sejam identificados. A inscrição dos grupos deverá ser feita por um de seus membros, ficando ele responsável por todas as negociações e contratos firmados entre o grupo e o Espaço Piloto.

3.3. Os participantes menores de 18 (dezoito) anos deverão apresentar autorização escrita dos pais ou responsáveis, salvo os emancipados.

3.4. Os membros do Conselho Curador, da coordenação do Espaço não poderão se inscrever para esta convocatória.

4. Responsabilidades

4.1. Do Espaço Piloto

4.1.1. Auxiliar na coordenação dos eventos, planejar o cronograma das exposições e determinar os períodos de montagem e desmontagem, sendo que o artista poderá indicar o período de sua preferência. Cabe à coordenação o direito de alterar o cronograma caso não sejam realizados, por motivos maiores, os serviços prestados pela Prefeitura da Universidade de Brasília (como pintura, manutenção elétrica, hidráulica, segurança e outros).

4.1.2. Informar o resultado da seleção e do calendário das ocupações através de comunicado individual via correio eletrônico e no Portal da UnB;

4.1.3. Auxiliar na execução de montagem e desmontagem de exposição (se for o caso);

4.1.4. Imprimir até 150 cartazes, em policromia, tamanho A3 e até 500 convites/folders;

4.1.5. Divulgar a exposição na imprensa e no site da UnB, mediante release e material fotográfico;

4.1.6. Disponibilizar o espaço físico, nas datas definidas para o período da ocupação (montagem, visitação e desmontagem);

4.2. Do Artista

4.2.1. Assinar o Termo de Responsabilidade com a Galeria Espaço Piloto para oficializar a exposição;

4.2.2. Providenciar e arcar com os custos das obras da exposição. Os artistas ou proponentes serão responsáveis por eventuais danos causados ao espaço da galeria;

4.2.3. Providenciar os materiais e equipamentos específicos necessários para a exposição proposta;

4.2.4. Conceder ao Espaço Piloto e ao Departamento de Artes Visuais da UnB o direito de uso das imagens documentadas/capturadas durante as atividades de montagem, abertura e visitação da exposição, para divulgação impressa e digital em catálogos publicados pelo Espaço Piloto (assinar termo de concessão de direitos de imagem);

4.2.5. Retirar todo material utilizado nos espaços das galerias do Espaço Piloto até o último dia da desmontagem;

5. Disposições Gerais

5.1. Caberá à Comissão Organizadora: instalar os grupos de acompanhamento dos projetos (produção e montagem); viabilizar a realização de reuniões para seleção dos artistas inscritos; resolver controvérsias, dúvidas ou pendências advindas do processo de seleção e/ou do acompanhamento dos artistas; viabilizar a realização de exposição com obras dos artistas selecionados; viabilizar a impressão de convites e cartazes; zelar pelo bom andamento de toda a produção; divulgar na imprensa todas as exposições selecionadas; zelar pelo cumprimento deste Regulamento e providenciar suas eventuais modificações.

5.2. O Conselho Curador é nomeado pela coordenação do Espaço Piloto e é composto por 5 (cinco) membros sendo quatro professores do quadro do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília e um convidado externo, e terá as seguintes atribuições: examinar os portfólios enviados e realizar a seleção entre os artistas postulantes às pautas disponíveis no Espaço Piloto. Os integrantes do Conselho curador poderão ser substituídos a qualquer tempo, em caso de impossibilidade de participação, por outros profissionais igualmente idôneos. Os critérios adotados, bem como a justificativa para a escolha dos artistas selecionados, serão objeto de reunião do Conselho Curador, tendo sua fundamentação registrada em ata.

5.3. Além da Equipe do Espaço Piloto auxiliam na montagem da exposição alunos voluntários e/ou bolsistas e um funcionário da Marcenaria da UnB.

5.4. As decisões das Comissões e do Conselho Curador serão soberanas e irrecorríveis.

5.5. Os casos omissos relativos a este Regulamento serão decididos pela Comissão Organizadora e, em última instância, pela Coordenação do Espaço Piloto.

5.6. Mais informações referentes à Convocatória poderão ser obtidas pelos e-mails espacopiloto@gmail.com e espacopiloto@unb.br pelos telefones (55) 61 - 3307-3726.

5.7. A assinatura da ficha de inscrição implica a aceitação integral deste Regulamento.

Contatos:
Coordenação
Prof. Nivalda Assunção
Equipe de produção
Gabriela, Luciana e Neto
3307-3726
espacopiloto@gmail.com

DENÚNCIA - Palácio de São Cristóvão caindo aos pedaços


O palácio no começo do séc. XX, quando foi casa da Câmara Federal

Prefácio: Pedimos a gentileza a Leandro Mairink para publicar o artigo abaixo, produzido com a contribuição da professora Maria Luiza dos Santos. Seguindo a tendência bajulatória e celebratória da historiografia oficial e escolar, poucos brasileiros sabem o que de fato aconteceu em 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República – dizendo melhor, do Golpe Militar. Quanto aos assustadores e inacreditáveis fatos ocorridos nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 1889, é melhor se reportar ao livro Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi, de celebrado historiador José Murilo de Carvalho.

A nós, do campo das artes e da cultura, vale ressaltar alguns fatos. Após a expulsão sumária da família imperial do território brasileiro, o governo republicano iniciou uma série absolutamente ilegal de leilões do patrimônio dos palácios imperiais com o intuito indisfarçável de fazer tabula rasa do período monárquico e apagar a memória da população. Tesouros inestimáveis que, numa mudança de regime deveriam pertencer ao povo, foram vendidos sem dó nem piedade, como as roupas da família imperial, o mobiliário dos palácios e tesouros históricos, como a bata que D. Pedro II usou em sua coroação e o uniforme que vestia quando foi declarada sua maioridade, ou a indumentária da princesa Isabel ao assumir a regência do império pela primeira vez.

Nesse contexto publicamos o artigo abaixo, que mostra o descaso que o governo republicano e todos os regimes e administrações subseqüentes tiverem com o antigo palácio dos imperadores da única monarquia da América do Sul.

Foreword: Leandro Mairink was kind enough to allow us to publish the following article, written with the aid of the teacher Maria Luiza dos Santos. Following the flattering and celebratory official History, few Brazilians know what really happened in November 15, 1889, the day of the Proclamation of the Republic – better say, of the Military Coup. As to the bizarre and frightening episodes of November 15, 16 and 17, 1889, it´s better reporting to Jose Murilo de Carvalho´s book Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi.

To us, working on the fields of art and culture, it’s worthy stressing some facts. After the hasty expulsion of the imperial family of Brazilian territory, the republican government started a series of absolutely illegal auctions of the imperial palaces´ assets, with the undisguisable goal of erasing people´s memory and the imperial legacy. Priceless treasures, which should belong to the nation in such a Regime change, were merciless sold, such as the imperial family´s wardobre, the imperial palaces´ furniture and historical treasures such as the clothes D. Pedro II wore in his Coronation and in the declaration of his becoming full aged, or even the robes used by Princess Isabel when she became Princess Regent for the first time.

Keeping an eye on such a background, we are publishing the following article, which shows the neglect with which the republican government and all the following regimes have been treating the former imperial palace of the only South American monarchy.



No dia 31 de outubro de 2009, a equipe do Escritório da Associação Causa Imperial no Rio de Janeiro fez uma visita ao Museu Nacional, para documentar o estado em que se encontra esse prédio histórico, que foi residência de D. João VI, de D. Pedro I e de D. Pedro II, até 1889.

O Palácio que abriga a maior instituição de Ciências Naturais da América Latina, assim como uma das mais importantes coleções de múmias do mundo, situa-se na Quinta da Boa Vista, no “Imperial Bairro de São Cristovão”, nome oficial reavivado pelo prefeito Cesar Maia.

Fotografando e analisando as instalações do Museu, verificou-se que além de totalmente descaracterizadas, não existem atrativos, e a má conservação não corresponde à sua importância histórica. O Museu é mal iluminado, com pouca segurança, infiltrações, cupins, e tantos outros problemas. As paredes e tetos de grande parte das salas eram decorados com afrescos, que hoje estão todos cobertos por 120 anos de “tintas” que tentam apagar nossa memória.

Apesar de tudo, foi possível fazer uma análise crítica e histórica do o palácio. O Jardim das Princesas, nome dado ao jardim no qual D.Leopoldina e D.Isabel - filhas de D.Pedro II - costumavam passar algum tempo do dia, possui um trabalho de mosaico com cacos de porcelana e conchas, possivelmente feitos pela Imperatriz D.Thereza Cristina, sendo cercado por grades que levam a Coroa Imperial junto à sigla P2º (Pedro II). Hoje o jardim se encontra totalmente abandonado e descaracterizado, e os trabalhos em mosaico estão se perdendo. Por dentro do palácio, que possui todas as suas janelas com sacadas, foi possível descobrir, entre as sacadas que dão vista para o Jardim das Princesas, uma que é única e possui características monumentais, duas colunas com larga circunferência além de um belo trabalho de estuque simbolizando os dragões dos Bragança, a coroa Imperial e novamente a sigla P II. Deduziu-se então que seria essa sacada um ponto de onde D.Pedro II observava suas filhas nos seus momentos de lazer no Jardim construído especialmente para elas.

No lance que segue abaixo do Jardim das Princesas, existem duas construções que parecem ser oratórios: um deles imita rochas e raízes de árvores que se fixaram nas paredes e o outro imita uma gruta com Estalactites. Essas duas construções ficam localizadas num ponto impressionante de onde é possível ver grande parte da Quinta da Boa Vista (a parte de cima, que é o Jardim das Princesas possui, uma espécie de píer). Concluiu-se que estes espaços seriam oratórios, pelo fato de seu formato lembrar um altar-mor e no seu interior existirem pequenas cavidades nas paredes onde poderia ser colocadas velas e ainda cavidades onde poderiam ser colocadas imagens.

Nos fundos do Palácio foi encontrado um túnel, cujo destino não é possível saber. Uma informação que não se encontra em livros é sobre o sistema sanitário da residência imperial. Na lateral oposta à do Jardim das Princesas, ainda existe a fossa utilizada na época, possuindo suas paredes lacradas e cerca de 4 metros de profundidade, além de estar localizada numa área que não possui rios ou lagos, evitando a contaminação fluvial e dos lençóis freáticos.

Existem ainda muitas outras partes do Museu que não são abertas à visitação, onde funcionam também os setores de graduação da UFRJ e que guardam relíquias da nossa história, das quais um exemplo curioso é uma sala do torreão esquerdo da fachada do palácio, que ainda possui vitrais riquíssimos da época de nossos imperadores, e que possivelmente foi uma capela.

As demais salas do palácio que ainda são abertas à visitação não possuem suas características originais preservadas, mas há alguns anos foi proposto um plano de restauração do Museu. O projeto foi iniciado e as pinturas originais descobertas, e por isso é possível ver alguns pequenos exemplos das mesmas, mas por falta de verba o plano foi paralisado. A sala da Imperatriz Thereza Cristina e seu oratório ainda possuem estuques e pinturas do teto originais e abrigam a coleção de múmias amazônicas. Já a sala do Trono e Sala dos Diplomatas são abertas para exposições temporárias e, mesmo em estado precário, ainda possuem as pinturas da época da coroação de D. Pedro II, pinturas de grande importância por serem em trompe-l’oeil gris (uma técnica de pintura que imita relevos) e ainda por utilizarem adesivos que ajudam na ilusão de que tudo ali é estuque, mas na verdade são pinturas 3D.

O visitante comum do Museu dificilmente repara nesses detalhes. Contudo, um pesquisador mais interessado poderia passar anos pesquisando a história do Palácio de São Cristovão e da Quinta da Boa Vista que iria descobrir coisas surpreendentes que acabaram ficando perdidas no tempo. Por essa razão, o escritório da Causa Imperial no Rio de Janeiro resolveu fazer esta visita ao atual Museu Nacional em memória ao Império do Brasil, findo há 120 anos, para que assim todos possam constatar quais os frutos estamos colhendo em conseqüência do golpe militar de 1889.

Imagens de Leandro Mairink

Vista do Palácio a partir dos jardins




Escadaria principal fechada devido às chuvas
Placa indicando a função original da sala jogada em um canto.

As folhas de ouroe stão de desbrendendo e oxidando.



Afresco de teto na sala do trono. Assemléia dos deuses olímpicos. 1860

Os medalhões do lado da pintura estão quebrados




Pintura em trompe l'oeil


Pintura em trompe l'oeil


Brasão da casa real portuguesa de Bragança. Sua presença ali indica que foi possivelmente produto de alguma reforma durante o período de d. João VI


Teto da sala dos diplomatas, mantido na maior ecuridão.





Detalhe do teto


Detalhe do teto


Sacada que não dá para lugar nenhum. Alguém pode explicar?


Mofo, descamação da tinta e infiltrações num dos pátios.


Alguém pode explicar o que esses telhados estão fazendo aí? Será possível que o palácio de São Cristóvão não é tombado?


Mias tinta descamando. Para quem não sabe, o uso de pintura em estruturas arquitetônicas não é um hábito puramente estético, mas de conservação. A tinta evita a corrosão do reboco e do concreto, permitindo uma maior durabilidade da estrutura. Mesmo construções de pedra que não são constantemente conservadas ou levam pintura estão fadadas a ruir: cristais de sal se formam dentro dos poros e fendas e crescem, até chegar ao ponto de "implodir" a pedra ou tijolo.


???????????????



Os jardins estão abandonados


Mais infiltrações






O sumidouro do palácio. O sumidouro impedia a liberação de mau cheiro e pragas no ar, tornando o palácio extremamente moderno em relação à higiene


Tunel do qual não se sabe a origem


Fachada do palácio com a porta para o túnel









500 mil reais de reforma para isso??




Capela dos aposentos da última imperatriz, d. Thereza Christina





Teto dos aposentos da imperatriz


Uma das poucas salas com o estuco original






Jardim das princesas.




Arame farpado circulando o jardim das princesas. O Arame foi colocado para prevenir o roubo do sistema de ar condicionado que refrigera as salas pertencentes à UFRJ










A falta de conservação.









Decoração dos jardins. Barão do Rio Branco?






Sacada que dá para o jardim das princesas



O museu D. João VI da EBA - UFRJ 2

Algumas imagens que não vieram no post anterior. A antiga Academia e a Escola de Belas Artes testavam os candidatos a professores, principalmente os professores de pintura, para julgar a desenvoltura deles com a técnica e a concepção.
Abaixo estão as pinturas realizadas no concurso para professor substituto de Pintura Histórica de 1851. Esqueci de anotar o nome dos outros, mas a primeira, e vencedora, é de João Maximiano Mafra. O tema é "Caim".
João Maximiano Mafra. Caim. 1851


1o Salão Universitário da Câmara dos Deputados




O museu D. João VI da EBA – UFRJ

Oscar Pereira da Silva. Estudo do modelo vivo. séc. XIX. MDJVI



No início deste mês tive oportunidade de visitar o recém reaberto Museu D. João VI, da Escola de Belas Artes da UFRJ. O museu, dono de um acervo imprescindível para aqueles que desejam compreender a história das belas artes no país, estava fechado há muitos anos, devido a problemas como infiltrações e goteiras no teto de sua sede anterior. Contudo, num trabalho hercúleo para a promoção de um verdadeiro renascimento desse espaço, o museu reabriu suas portas em 2008 deixando estupefatos todos aqueles que não conheciam suas coleções. A reativação do museu foi obra do esforço de diversos indivíduos e foi capitaneada pela diretora da EBA – UFRJ Ângela Âncora da Luz e a coordenadora do projeto de revitalização Sônia Gomes Pereira.

The D. João VI Museum of the EBA – UFRJ

Earlier this month I´ve visited the recently reopened Don Joao VI Museum, of the Escola Nacional de Belas Artes of the UFRJ. The museum, house to a collection that´s mandatory to any Brazilian fine arts history researcher or scholar, had had been closed for many years, due to such problems as infiltrations and gutters in the structure of its previous lodging. However, after a herculean effort to promote a truthful “rebirth” of the museum, it reopened its doors in 2008, amazing those who hadn´t known its collections yet. The museum´s reactivation was the product of many individuals´ efforts, but it was headed by Angela Ancora da Luz – Director of the EBA – UFRJ – and Sonia Gomes Pereira – Revitalization Project coordinator.




Lanfranco. Angélica e Medoro, séc. XVII. MNBA



A história das coleções

As obras que formam o acervo da instituição começaram a ser reunidas antes mesmo da própria formação da Escola de Belas Artes. A base do acervo chegou ao Brasil por meio de duas origens diferentes: parte da coleção trazida pela família real portuguesa quando da transmigração da corte para o Brasil em 1808 e as pinturas trazidas pelo francês Joaquim Lebreton em 1816.

The collections history

The collection´s works began to be amassed together even before the creation of the Escola de Belas Artes. The collection basis arrived in Brazil by the means of two different sources: part of the Portuguese royal family collection, when that one migrated to Brazil in 1808, and the paintings brought by the Frenchman Joachim Lebreton in 1816.


Quando a chamada Missão Artística Francesa, chefiada por Lebreton, chegou ao Brasil em 1816, o príncipe Regente D. João fundou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, raiz da futura Academia Imperial de Belas Artes (1826) e uma das primeiras instituições de Ensino Superior do país, criada antes mesmo da Escola de Medicina.

When the so-called French Artistic Mission headed by Lebreton arrived in Brazil in 1816, the Prince Regent Don Joao created the Royal School of Sciences, Arts and Crafts, seed of the Academia Imperial de Belas Artes (1826) to-be and one of the first university-level institutions of the nation, established even before the Medicine School.

A pequena coleção trazida por Lebreton constituía-se em boa parte de cópias e trabalhos de artistas franceses e italianos, e tinha por objetivo seu aproveitamento didático na escola de belas artes assim como a apreciação pelo público. Com a instalação definitiva da Academia Imperial numa sede própria em 1826, esse acervo passou a ser alojado em suas dependências, para servir de exemplo para os alunos e de material a ser copiado. Nessa época, a coleção ainda não estava constituída num museu, mas sempre era exposta ao público por ocasião das Exposições Gerais, onde eram exibidas junto com o trabalho de artistas contemporâneos.

The small collection brought in by Lebreton consisted for the most part of copies and of French and Italian works. The educational use at the Academia de Belas Artes and the public enjoyment were its main goals. With the definite establishment of the Academia Imperial in its own facilities, the collection was organized to be copied and to serve as example to the students. By this time, the collection wasn’t yet a museum, but it was always publicly exhibited together with the General Exhibitions, where they were showed along the work of contemporary artists.

Com o passar do tempo, foi sendo incorporada ao acervo da Academia Imperial de Belas Artes – e depois ao das suas sucessoras, a Escola Nacional de Belas Artes (1890) e a Escola de Belas Artes da UFRJ (1965) – os trabalhos dos alunos e dos professores, assim como material didático, como cópias de gesso e gravuras. Boa parte desse material trata-se dos envios dos pensionistas, ou seja, os estudos e exercícios que os alunos bolsistas enviavam da Europa enquanto usufruindo dos Prêmios de Viagem que os permitiam estudar por anos no exterior, de preferência na França ou na Itália.


With time, the works of students and professors, and also teaching material as plaster casts and engravings, were been being incorporated to the Academia Imperial estate, which would later become Escola Nacional de Belas Artes (1890) and Escola de Belas Artes da UFRJ (1965). A big part of these works consists on the scholarship holders consignments, that is, the studies and exercises done by the scholarship holders while sojourning in Europe, specially in France or Italy.


Envio de pensionista.


Em 1947, o colecionador Jeronymo Ferreira das Neves doou à Escola de Belas Artes uma enorme coleção de caráter eclético, que incluía gravuras, pinturas, desenhos, porcelana, numismática, mobiliário etc. No ato de doação, foi determinada sua ligação impreterível à Escola, o que permitiu que jamais fossem separadas.

In 1947, the collector Jeronymo Ferreira das Neves donated to the Escola de Belas Artes a huge and eclectic collection, which comprised engravings, paintings, drawings, porcelain, numismatics, furniture etc. In the Donation Act, it was determined the eternal bond between the collection and the Escola, which allowed them to be together forever.




Pinturas da coleção Ferreira das Neves.



A história do museu

Em 1908, a Escola Nacional de Belas ganhou nova sede, com espaço mais adequado para a instalação do seu volumoso acervo. Contudo, em 1937, foi criado o Museu Nacional de Belas Artes com sede no mesmo edifício, que absorveu a parte mais nobre das coleções da Escola de Belas Artes, deixando, contudo, a parte mais didática sob poder da Escola. Em 1975, a Escola, agora já Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, EBA – UFRJ, foi transferida para a Ilha do Fundão e o acervo continuou nas salas, corredores e ateliês da EBA.

The Museum´s History

In 1908, the Escola Nacional de Belas Artes moved to new quarters, with more adequate space to settle its large collection. Nonetheless, in 1937, the Museu Nacional de Belas Artes was founded in the same building, and it absorbed the noblest part of the Escola’s collection, leaving, however, the most didactic part still in the school’s possession. In 1975, the Escola – now the Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, EBA – UFRJ, was transferred to the Ilha do Fundao and the collection carried on being exposed in EBA’s rooms, studios and corridors.


Museu Nacional de Belas Artes e antiga Escola Nacionald e Belas Artes



A decisão de mutilar o acervo da antiga Escola Nacional de Belas Artes foi bizarra e incompreensível, assim como as decisões de, 1- incorporar a Escola Nacional de Belas Artes à UFRJ e, 2 – retirá-la do Edifício que foi criado especialmente para ela no coração do Rio de Janeiro. Angela Ancora da Luz explica que no novo prédio destinado à EBA no campus do Fundão, “não havia espaço necessário para as aulas, nem iluminação própria para ateliês e oficinas”. Provavelmente, só a conturbada história política do Brasil poderia explicar o porquê dessas decisões.

The mutilation of the Escola Nacional de Belas Artes collection was bizarre and incomprehensible, as were the decisions to, 1 – integrate the Escola into the UFRJ and, 2 – dislodge it from the building that was specially created for the Escola and which was settled in the heart of Rio de Janeiro. Angela Ancora da Luz states that “there wasn´t enough space to the classes, nor the correct lighting to studios and workshops” in the Escola´s new building in the Fundao campus. Probably only Brazil´s disturbed political history can explain the reason why these decisions were made.

Em 1979, o então diretor da EBA – UFRJ, Almir Paredes Cunha, preocupado com a conservação das coleções, decidiu criar o Museu Dom João VI, que foi instalado no segundo andar do prédio da reitoria. Contudo, desde o início as instalações do museu apresentaram diversos problemas, como infiltrações e goteiras, chegando ao ponto de ter-se que fechar a exposição permanente. Como testemunha Sônia Gomes Pereira, “o acervo tinha de ser constantemente mudado de lugar, em função do número crescente de goteiras”.

In 1979, the then director of the EBA – UFRJ, Almir Paredes Cunha, concerned with the collection´s conservation, decided to create the Dom Joao VI museum, which was lodged in the second floor of the Reitoria´s building. However, since the beginning several problems showed up in the museum facilities structure, as infiltrations and gutters, getting to the point of having to close the permanent exhibition. As Sonia Gomes Pereira testifies, “the collection had to be constantly moved, due to the rising number of gutters”.

Prédio da Reitoria da UFRJ com a antiga sede do museu d. João VI.


O novo museu

Em 2004, o projeto de revitalização do museu foi contemplado pelo edital de financiamento de projetos de preservação do patrimônio artístico nacional Programa Petrobras Cultural. Coordenado pela professora Sônia Gomes Pereira, o projeto previa a “expansão do Banco de Dados Informatizado e a disponibilização do catálogo do acervo em site online; a higienização e a conservação do acervo; e a modernização da reserva técnica”. Contudo, a modernização da reserva técnica teve que ser expandida para uma concepção nova de todo o museu, que foi transferido para o sétimo andar do prédio da reitoria, novamente ao lado da EBA. O seu acervo também foi catalogado pela primeira vez em toda a história da Escola de Belas Artes.

The new museum

In 2004, the museum´s revival project was chosen by the Programa Petrobras Cultural Grant, which supports financially Brazilian artistic assets preservation projects. Coordinated by the professor Sonia Gomes Pereira, the project foresaw the “Data Bank expansion and making the collection catalogue available online; the collection cleaning and conservation; and the store rooms modernization”. Nevertheless, the store rooms modernization had to be expanded to a new conception of the whole museum, which was transferred to the seventh floor, mow again side by side with the EBA. The museum collection was catalogued for the first time in its history.

A proposta do museu é de ser um espaço de pesquisa acessível a pesquisadores e apreciadores da arte, no que se reflete sua nova curadoria, que permite acesso direto dos interessados à maior parte de sua coleção, excluindo-se apenas a coleção de desenhos, gravuras e livros raros, que são acessados por funcionários a pedido dos interessados. Essa nova concepção do Museu D. João VI coloca-o na vanguarda dessas instituições, concretizando as aspirações de Hugues de Varine-Bohan, ex – diretor do Conselho Internacional dos Museus, que em 1979 já preconizava a necessidade do museu ser mais acessível e responder às necessidades do seu público, tornando-se muito mais acessível:

The museum´s mission is to be a research place accessible both to scholars and art lovers. Its new curatorial conception allows direct contact between researchers and the colletion, with the exception of the drawings, engravings and rare books collections, with access permitted only to personnel, if requested by researchers. This new D. Joao VI museum conception places it in the museums vanguard, materializing Hughes de Varine-Bohans - former International Council of museums director - aspirations, who predicted still in 1979 the museums need to be more accessible and to fulfill its visitors aims, becoming much more accessible:

“Para mim o museu é tanto um meio como um fim. Ele se assemelha a um banco de dados, nele se armazenam objetos, documentos. No meu entendimento, ele deve servir como um banco de objetos a serviço da sociedade, que os reúne, classifica, rotula etc, de tal forma que esses objetos fiquem a todo momento disponíveis para qualquer pessoa que tenha necessidade de se servir deles: de se servir deles e não simplesmente de vê-los. O museu como finalidade é a universidade popular por meio dos objetos. O que numa universidade é a linguagem das palavras, no caso do museu converte-se em linguagem dos objetos, do concreto. Todas as categorias de interessados devem poder utilizar o banco de objetos, quer se trate de um cientista ao elaborar uma tese, dum estudante que procure obter conhecimentos simples através desses objetos, do grande público, do simples admirador que procura sensações novas ou até do esteta que somente pretenda gozar da beleza que se lhe apresenta.” (Os museus no mundo, 1979, pp. 17-20, adaptado)

“In my regard, the museum is both means and end. It´s similar to a data bank, in which one stores objects, documents. I understand that it must work as an object repository at society´s disposal, classifying them, rotulating them, assembling them etc, in such a way that these objects become accessible to anyone who needs them for any reason at all times: not just to see them. The museum as an end is the popular university by the means of objects. What in a university is the language of words, in the museum becomes the language of objects, of the tangible. All kinds of spectators must be allowed into the object repository, be he/she a scientist writing an essay, an student aiming to obtain some sort of knowledge through the objects, the general public, the humble art lover looking for new sensations or even the aestheticist who aims only to enjoy the beauty in front of him.” (Os museus no mundo, 1979, pp. 17-20, adapted)

O museu em números

 800 gravuras
 837 desenhos
 65 desenhos arquitetônicos
 480 pinturas
 560 esculturas
 595 diplomas de premiação
 253 porcelanas
 167 fotografias
 47têxteis
 22 móveis
 9 vitrais
 4928 moedas/medalhas

The museum in numbers

 800 etchings
 837 drawings
 65 architecture drawings
 480 paintings
 560 sculptures
 595 award diplomas
 253 porcelains
 167 photographs
 47 textiles
 22 pieces of furniture
 9 stained glasses
 4928 coins/medals

Fontes / Sources:

GOMES PEREIRA, Sônia (org.). O Novo Museu D. João VI. Rio de Janeiro: EBA –UFRJ, 2008.

OS museus no mundo. Biblioteca Salvat de Grandes Temas. Rio de Janeiro: Salvat Editora do Brasil, 1979.
www.eba.ufrj.br
www.pitoresco.com.br
http://www.centrodacidade.com.br/

Marcelo Gonczarowska Jorge

IMAGENS DO MUSEU / Museum images

Aspecto do museu com parte da coleção Ferreira das Neves na frente.


Trabalhos de Portinari enquanto aluno da Escola Nacional de Belas Artes

Cópia de porta renascentista








Pintura pertencente à coleção Ferreira das Neves



Pintura do século XVI, Coleção Ferreira das Neves


Medalhão em cerâmica vitrificada do atelier de Della Robbia, séc. XV

Mestres de Ferreirim. Santo Estevão. séc. XVI

Parede com pinturas premiadas ou que participaram de concursos na antiga Academia Imperial


Rodolfo Amoedo. Abel. 1878.Ganhadora do Prêmio de Viagem

Pedro Américo. Manuel de Araújo Porto Alegre. segunda metade do século XIX.

Retrato do glorioso pintor Roidolfo Amoedo, com sua Partida de Jacó atrás. Reparem no material que ele usa.

Detalhe. Reparem na paleta, que parece um leque.


Retrato do escultor Correia Lima por Marques.

Francisco Nery. Morte de Sócrates. Primeira metade do século XIX


Jules Le Chevrel. Sócrates afastando Alcebíades do vício. 1865

Detalhe

Detalhe

Pedro Américo. Sócrates afastando Alcebíades do vício. 1865


Aspecto da reserva técnica com academias.

João Zeferino da Costa. Academia masculina. 1870s

Detalhe




Belmiro de Almeida. Academia masculina. Concurso para professor

Detalhe


Acabei não anotando o nome desse artista, mas me parece que o modelo é o mesmo do trabalho do Belmiro de Almeida


Trainel com duas pinturas de concurso para professor
Esta é a pintura de baixo

Maravilhosa academia masculina de concurso para professor


Envio de pensionista

Detalhe

Envio de pensionista

Maravilhosa academia de Oscar Pereira da Silva, enquanto pensionista em Paris. É um dos melhores trabalhos do museu e é tecnicamente excelente

Detalhe. Observe como ele trabalha o foco seletivo no braço da menina e nos contornos. Contornos muito definidos eram raramente usados pelos pintores do século XIX, mas apenas em áreas de maior destaque, como o rosto.

Envio de pensionista

Detalhe


Parede com algumas das cópias do museu. A prática de se copiar obras de grandes mestres era parte fundamental do ensino acadêmico. É difícil para o público de hoje imaginar, mas os museus viviam cheios de cavaletes e artistas reproduzindo as grandes obras.




Cópias da mesma pintura de Ticiano. A da esquerda é de Zeferino da Costa (1870s) e a da direta é de Vitor Meirelles (1850s)

Vitor Meirelles (cópia de um Ticiano)

Zeferino da Costa (cópia de um Ticiano)

Cópia de "Apresentação de Maria no Templo", de Ticiano

Cópia de um Veronês


Cópia

Cópia de um Rafael

Detalhe. Reparem no uso do esfumato e do foco seletivo.

Cópia de Rafael

Oscar Pereira da Silva. Cópia de Laurens. O interessante aqui é a cópia de um trabalho quase contemporâneo

Cópia de Gros

Cópia de Rubens

Tarinel com diversas cópias

Cópia

Academia e cópia.

Cópias


Em cima é uma cópia de Ary Scheffer. Embaixo, do lado esquerdo, um estudo de pintura histórica, da década de 40.

O uso de trainéis (essas estantes deslizantes) foi uma das decisões mais inteligentes da curadoria. Economiza o espaço e permite o acesso dos interessados a todas as obras.





Este modelo é o mesmo que o de cima, na mesma pose.





Oscar Pereira da Silva. Academia de excelente qualidade.

Detalhe. Reparem nas pinceladas largas.



A tela de Marques Junior com apenas o desenho a carvão. Como a tela está assinada, é difícil acreditar que Marques Junior levasse o desenho tão longe antes de pintar.

Detalhe



Detalhe

Detalhe

Detalhe de excelente academia feminino.

Detalhe do mesmo quadro

Excelente academia. Uma das melhores do museu.

Detalhe



Academia de 1983. Muito boa qualidade, alguns estragos na tinta na altura do rosto e do peito. Reparar em como as cores e a volumetria são trabalhaas de forma diversa daquela que era trabalhada no século XIX. Isso pode ser explicado por diferentes motivos, tanto pelo uso de material industrializado, quanto por iluminação deficiente etc.

O despertar da Guanabara. Pintura dos anos 60, provavelmente produzida a partir de foto e de gosto duvidoso.


Oscar Pereira da Silva. Estudo de rosto.


Diploma produzido por Henrique Bernardelli

Barbosa. Caramuru. séc. XX. Uma das minhas pinturas favoritas do museu.

Estudo de pintura histórica. Farroupilhas.

Estudo do modelo, Lucílio ou Georgina de Albuquerque


Sessão das esculturas, com moldes de gesso na parede.

Cópias de gesso. Eram usadas nas aulas de desenho, para os alunos copiarem.


Molde de gesso. Era usado nas aulas de desenho também, para os alunos copiarem. É possível que também fosse usado na aula de arquitetura e de ornatos, mas eu não sei.


Cópia de gesso de gigante da Gigantomaquia do Altar de Pérgamo.

Cópia do busto do Ares Borguese





Gesso com anatomia do pé.


Spinario.

Cópia de uma Vênus Anadyomene

Famosa Vênus de Milo e filósofo.


Figuras anatômicas

Manequins coloridos anatômicos.




Cópias de gesso de trabalhos do Renascimento.

Bustos de figuras importantes da Escola. Atrás parede com relevos.

Cópias de relevos, com as 5 ordens da arquitetura clássica em primeiro plano. Você sabe quais são?



Cópi de Rude. Pescador. séc. XIX

Errata - Eleições

Houve um aos dias da semana de votação para eleição da direção do IdA. Os dias 14 e 15 darão numa e segunda e terça e não quarta e quinta, como havíamos informado no cartaz.

Att,
CAVIS

Eleições para Direção do IdA


Caros colegas,

Essa semana e a próxima serão muito importantes para o Instituto de Artes (IdA/UnB). Estamos prestes a eleger o novo Diretor(a) do Instituto, pois o mandato da professora Dra. Suzete se encerra em março do ano que vem (2010). E todos os alunos regularmente matriculados como aluno do VIS (artes plásticas bacharelado ou licenciatura, diurno ou noturno) estão aptos a votar, e é interessante que todos possam votar.

Para poderem escolher bem a chapa, e conhecer suas propostas acontecerá amanhã (dia 10/12) às 9h30 no Auditório do IdA um debate entre as chapas e a Eleição ocorrerá nos dias 14 e 15 de dezembro, na segunda (14/12) das 9h00 às 21h30 e na terça (15/12) de 9h00 às 20h30.

Reunião ordinária do CAVIS

A reunião de hoje, 08/12, está cancelada.

Experiência transformadora

Hoje tive uma experiência muito boa. Quer dizer, ontem e hoje. Tem uma casa de leilões aqui em Brasília que estava leiloando objetos e obras de arte, casa essa que eu visitei. Entre as obras havia esta pintura: http://www.casaamarelaleiloes.com.br/leiloes_2009/dezembro/+/pages/9535.html

Tinham outras também, inclusive uma holandesa do século XVII fenomenal, coisa de museu:
http://www.casaamarelaleiloes.com.br/leiloes_2009/dezembro/+/pages/9566.html

As fotos, claro, não fazem jus à qualidade dos trabalhos.

Mas ao ver aquela Pintora, eu senti toda a leveza, a alegria e o bem-estar que o artista quis transmitir. Acho que é uma das melhores pinturas que eu já vi, no que se refere a atingir objetivos: tudo nela contribuía para a sensação de leveza, de frescor, de alegria: desde a composição às pinceladas. Mas também me fez sentir um amador, um pária. O artista conseguiu me comover, e eu não consigo fazer isso. Essa pintura me fez perceber como é nocivo viver num lugar sem museus de verdade, porque a gente nunca tem uma experiência real de desfrutar de boas obras de arte. Nem de ser inspirado por elas, ou aprender com elas. Mas se teve um lado bom, foi me provar mais uma vez que a arte é capaz de tocar o coração.

[Marcelo Gonczarowska Jorge]

P.S.: Me pergunto se a UnB não devia adquirir essas obras, incorporar ao patrimônio da instituição. O que é feito com o dinheiro da universidade, do nosso departamento? Não seria o caso de propiciar oas estudantes de arte o contato direto com obras de arte desse nível? É possível ensinar arte a alguém sem que esse indivíduo tenha contato com obras reais, ao invés de confiar eternamente em reproduções impressas que mal enchem a palma de uma mão?

Palestra com Crhis Rauschenberg e mesa redonda com Rauschenberg, Barros e Kudirka


Chris Rauschenberg

Colega, em comemoração ao seu 9º aniversário, o Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO
promove dia 03 de dezembro, quinta-feira, às 17h00, PALESTRA de Christopher
Rauschenberg, fundador de um dos melhores festivais de fotografia dos EUA
(PhotoLucida – Portland). O tema é FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA: ARTE, DIFUSÃO E O CONTEXTO INTERNACIONAL.

Em seguida, haverá MESA REDONDA, com demais artistas, Nijole
Kudirka e Thiago Barros, e professores de fotografia de Brasília, quais
sejam: André Carvalho/UCB; Ana Beatriz Barroso/UCB e Marcelo Feijó/UnB.

O evento educativo será diferente dos Encontros Técnicos
normalmente feitos no ECCO, pois será aproveitada a larga e variada
experiência dos artistas para promover algo inédito e raro na cidade,
propiciando maior diálogo e tentando incrementar um possível intercâmbio
internacional que beneficie os brasileiros.

Para inscrever-se, basta solicitar confirmação por e-mail
(ecco@arte21brasilia.com.br) ou por telefone: (61) 3327-2027 ramais 20 e 31
(Falar com Érica e Fernanda) ou 9964-2103.

As inscrições são gratuitas aos participantes. Vagas limitadas e
entrega de certificado, lembrando que todos os eventos do ECCO são reconhecidos como eventos de extensão pela UnB.

Thiago Barros

Nijole Kudirka


Chris Rauschenberg

Rauschenberg

Rauschenberg


Rauschenberg


Rauschenberg