"Os espíritos vulgares o consideram como uma arte de luxo, ou passatempo agradável, porém os homens que pensam, as inteligências superiores, o encaram como uma necessidade para a civilização; porque ele é uma revelação do pensamento, e a escrita universal da linguagem das formas."
-Manuel de Araújo Porto-alegre, Barão de Sant'Ângelo [www.dezenovevinte.net]
Artista que ficou mundialmente conhecida entre 1990 e 1990, quando realizou cirurgias performaticas! Ao longo de sua tragetoria ficou conhecida como o primeiro extreme makeover na historia da arte. Atualmente Orlan trabalha com escultura e fotografia digital e ao mesmo tempo trabalha com biotecnologias.
Não foi uma palestra. Foi uma conversa entre amigos. Paulo Faria se propôs a fazer simples relatos de sua vida como artista. Muito natural e descontraído se expôs para nós. Contou-nos sobre a graduação e o mestrado e os saltos quânticos que ocorrem nesse período que o fizeram mudar de rumo na vida artística. Um deles foi o grupo de estudo de modelo vivo que criou com alguns amigos. Nesse grupo, além de desenhar, discutiam textos complicados como os de Deleuze e encontrou nos amigos um apoio para dizer que conseguia entender apenas um parágrafo das cinco paginas do texto. Aprendeu na graduação que os trabalhos têm que ser vistos para as pessoas opinarem. Então, foi se cercando de pessoas que não tinham medo de falar o que pensavam sobre seu trabalho, eram assertivas e tinham coragem de dizer que não estava bom e só cabia a ele aprender a lida com as criticas. No mestrado compreendeu que a faculdade é um lugar de discussão e que o embate é importante.
Outro salto quântico foi um período de solidão que passou onde encontrou o que realmente gostava de fazer. Após um acidente de moto, ficou muito tempo deitado em casa, o que permitiu a ele refletir sobre a vida e descobrir o que o interessava realmente. Descobriu que gostava de chuva e árvore. Certa vez, vendo a chuva chegar e as cigarras contarem, teve um momento de muita emoção. Esse momento causou uma inquietação que o levou a desenvolver seu trabalho de final de curso no mestrado: Memórias de chuva. Com uma pausa longa antes de falar, definiu seu trabalho como..... fofo. Precisou de coragem e distância dos amigos para descobrir e assumir isso. Nessa nova linha sensível e delicada começou a desenvolver seu trabalho com cigarras. Após ler “Matéria de Poesia” do Manuel de Barro em que este fala que qualquer coisa serve para a poesia tranqüilizou seu coração. A partir daí se perguntou se cigarra era matéria de poesia. Hoje em dia tem coragem de se assumir o é: nerd, brega e alguém que desenha detalhes para depois cobrir com vidro e distorce o desenho simplesmente porque gosta, porque se diverte fazendo.
Por fim, nos aconselha a sempre a andar com um caderninho de desenhos; estudar outras línguas; não produzir sobre demanda (produzir apenas para exposição); colocar o currículo no portfólio e sempre pegar certificados, como o da conversa que ele teve conosco.
Foi assim nossa conversa com o Paulo. Espero que ele volte outras vezes para nos contar mais sobre como anda sua vida.
Manuel de Barros – Matéria de poesia
todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para a poesia
o homem que possui um pente
e uma árvore
serve para poesia
terreno de 10×20, sujo de mato – os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia
um chevrolé gosmento
coleção de besouros abstêmios
o bule de braque sem boca
são bons para poesia
as coisas que não levam a nada
têm grande importância
cada coisa ordinária é um elemento de estima
cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral
o que se encontra em ninho de joão-ferreira:
caco de vidro, garampos,
retratos de formatura,
servem demais para poesia
as coisas que não pretendem, como
por exemplo: pedras que cheiram
água, homens
que atravessam períodos de árvore,
se prestam para poesia
tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
e que você não pode vender no mercado
como, por exemplo, o coração verde
dos pássaros,
serve para poesia
as coisas que os líquenes comem
- sapatos, adjetivos -
tem muita importância para os pulmões
da poesia
tudo aquilo que a nossa
civilização rejeita, pisa e mija em cima,
serve para poesia
os loucos de água e estandarte
servem demais
o traste é ótimo
o pobre-diabo é colosso
tudo que explique
o alicate cremoso
e o lodo das estrelas
serve demais da conta
pessoas desimportantes
dão para poesia
qualquer pessoa ou escada
tudo que explique
a lagartixa de esteira
e a laminação de sabiás
é muito importante para a poesia
o que é bom para o lixo é bom para poesia
importante sobremaneira é a palavra repositório;
a palavra repositório eu conheço bem:
tem muitas repercussões
como um algibe entupido de silêncio
sabe a destroços
as coisas jogadas fora
têm grande importância
- como um homem jogado fora
aliás é também objeto de poesia
saber qual o período médio
que um homem jogado fora
pode permanecer na terra sem nascerem
em sua boca as raízes da escória
as coisas sem importância são bens de poesia
pois é assim que um chevrolé gosmento chega
ao poema, e as andorinhas de junho.
"Eu posso estar errado, mas me parece que a fotografia desferiu um golpe mortal na arte. Muitas pessoas, com sua ajuda e indústria, podem fazer coisas que de outra forma jamais seriam feitas; mas onde nós encontraremos aquele desenho vigoroso, aquele espírito vivo que admiramos nos grandes mestres, e que só pode ser resultado da observação e do estudo constantes da natureza?"
Palestra com o artista plástico Paulo Faria no dia 30 de março, nessa próxima segunda-feira, das 12h às 14h no Auditório do Departamento de Artes Visuais (SG1 - em frente ao Banco do Brasil - Universidade de Brasília).
"A grande maioria das escolas de arte está formando futuros taxistas e garços, quase-artistas que fazem um produto incomerciável porque é mundano, pouco competente e que não faz muito para envolver o público."
“Não há nada a se lamentar na idéia de que a arte pode orientar nossas ações, desde que as direções que ela nos aponte tenham valor. Os teóricos da tradição idealizadora foram de uma franqueza animadora insistindo que a arte deve tentar fazer as coisas acontecerem – e, o mais importante, tentar nos fazer bem.”
Barcaglia A beleza tentando segurar o tempo. S.d. Mármore, 226 x 150 cm
Barcaglia (1849-1930) criou essa escultura quando tinha apenas 27 anos. Foi seu trabalho de diplomação. Seu sucesso de crítica e público foi imediato, e a peça fez uma turnê por Florença, Filadélfia e Milão, até ser comprada e levada para a Inglaterra.
"Mais de três quartos do que constitui a pintura é o desenho. Se eu tivesse que colocar uma placa sobre a minha porta, eu escreveria: 'Escola de Desenho', e eu tenho certeza de que formaria pintores."
"Para fazer arte brasileira, mais do que talento, ou gênio, o que é necessário é coragem ou resignação para o sofrimento, alma de asceta, espírito de mártir. Infelizmente os anjos e os corvos já se não ocupam com os solitários e quem se fiar nos seus socorros perecerá onde se isole."
Sobre Poussin (1594-1665), pintor francês que viveu a maior parte da vida em Roma:
“Antes de enviar suas telas a Paris, ele as protegia com uma camada de clara de ovo que o destinatário deveria retirar com água limpa e um pano branco que não soltasse fiapos, e depois substituí-la por um verniz ‘fino e leve’. Se, por acaso, o papel com o qual o quadro foi embrulhado aderisse à tela, um pouco de suco de laranja bastaria para destacá-lo. Poussin queria que seus quadros fossem apresentados numa moldura simples de ouro fosco, matiz que ‘se une muito docemente às cores sem ofendê-las’.”
[Nicolas Poussin: Lettres et propos sur l’art. Introdução de Sir Anthony Blunt. Paris: Hermann, 1965, p. 10]
Semana que vem (25 a 28 de março) começa o SeDA²!!!!! A primeira semana que integra os cursos de Artes, Arquitetura e Design com oficinas, palestras, mesas redonda, bazar, exposição, filmes.... Muitas atividades bacanas!! Todo mundo pode participar (de qualquer curso, alias, seria legal ter gente de outros cursos bem diferentes) e a programação está nesse site SeDA². As inscrições serão feitas no Ceubinho nos dias 23 e 24.
Com o objetivo de fomentar o intercâmbio cultural e multidisciplinar, propiciando a formação de redes artísticas, e para reunir, em um mesmo espaço de criação, artistas de diversas nações e expressões heterogêneas, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, através do Centro Cultural da Espanha, e o Conselho Nacional para a Cultura e as Artes do México, através do Fundo Nacional para a Cultura e as Artes, assim como a Secretaria de Relações Exteriores do México, convocam os artistas brasileiros a participar.
Os interessados poderão conhecer as bases da Convocação, imprimir os formulários de inscrição e dispor de toda a informação pertinente, consultando no portal http://fonca.conaculta.gob.mx/convo_abiertas/residencias_iberoamericana2.pdf . É recomendável realizar seu registro na página http://fonca.conaculta.gob.mx <http://fonca.conaculta.gob.mx/> . As residências se realizarão de 24 de agosto a 14 de dezembro de 2009 em espanhol, em centros mexicanos especializados para cada uma das disciplinas consideradas. As despesas de transferência e a estadia dos artistas selecionados correrão a cargo dos organizadores. A seleção final de candidatos será efetuada no México.
Calma pessoal, é só na ficção. Quem assistir ao filme Jogo entre ladrões, com Antonio Banderas e Morgan Freeman, vai ter uma surpresa numa cena do filme: enquanto os dois ladrões invadem o cofre de uma joalheria que recepta obras de arte desviadas do Tesouro Russo, o espectador pode ver a pintura acima, que pertence ao MASP, no lado direito do cofre.
Acho que, como é um filme ficcional, não vale a pena reclamar da falta de tato dos produtores em escolher uma pintura que pertence ao mais importante museu de arte da América Latina. Para ser honesto, foi uma surpresa muito boa ver essa pintura na tela do cinema.
Renoir Banhista e o Cão Grifon - Lise à Beira do Sena, 1870 Óleo sobre tela, 184 x 115 cm MASP - São Paulo
Trecho do livro Traditional Oil Painting, de Virgill Elliott, em que ele defende que os pintores devem evitar usar fotografias para trabalhar:
A Imagem fotográfica versus a realidade visual
Há uma diferença entre imagens reproduzidas fotograficamente e imagens arquivadas pelo olho e cérebro humanos. O leigo – na verdade, quase todo mundo – aceita uma fotografia como sendo um fac-símile perfeito da realidade visual. Contudo, o olho treinado pode perceber as diferenças prontamente. É imperativo que todos os artistas possuam um olho bem treinado, e qualquer um aspirando a tornar-se um artista legítimo tem que procurar desenvolver a faculdade crítica chama de “o olho”, que [...] é apenas um termo mais curto para “poder de observação”.
A importância de compreender as diferenças mencionadas acima tem que ser muito frisada. O uso de fotografia como auxílio a um artista é um hábito comum, e é muito tentador voltar-se para a câmera para resolver muitos dos problemas que os artistas encontram. Estudantes de artes e artistas jovens de hoje costumam sucumbir ao apelo para encurtar o processo de aprendizagem, e subsequentemente para encurtar também a execução dos seus trabalhos, em detrimento à sua arte. Encurtar o aprendizado artístico só resulta em arte ruim, um produto que atualmente inunda o mercado.
Isto não quer dizer que o uso de fotografia invariavelmente resulta em arte ruim. O artista bem treinado, dono de um bom olho, de um entendimento sólido dos princípios da realidade virtual e da natureza da luz, pode se beneficiar do uso da fotografia. Tal artista entenderá exatamente como uma fotografia distorce valores, cores e formas, e será capaz de corrigir e ajustar as imagens durante o processo de pintura. Mas para tornar-se um artista capaz de fazer isso, o estudante deve evitar conscientemente o uso de referências fotográficas e trabalhar apenas ao vivo ou de memória até que os princípios da realidade virtual estejam tão arraigadamente assimilados que torna-se virtualmente impossível violá-los. Somente aí as distorções inerentes à fotografia tornar-se-ão óbvias, e somente então os artistas poderão usar bem esse material sem incorporar as falhas ao seu trabalho.
Como, então, a imagem fotográfica difere da realidade visual? Qualquer um sabe diferenciar uma foto e a realidade. E as diferenças que nos permitem distinguir entre uma foto e a realidade são exatamente aquelas diferenças entre foto e realidade. Nós somos capazes de perceber profundidade quando olhamos uma cena, mas uma fotografia da mesma cena não consegue nos convencer de que estamos olhando para outra coisa que não uma superfície plana. Por quê? Há várias respostas para esta questão.
Primeiro, a câmera tem apenas um olho, e nenhum cérebro. Além disso, seu olho é construído diferentemente do olho humano, que é um instrumento de visão muito superior. O espectro de valores (luzes e sombras) que a câmera é capaz de perceber simultaneamente é muito menor que aquele que o olho humano pode perceber. A lente da câmera tem uma curvatura fixa e foca variando sua distância do filme. O olho humano tem uma lente flexível que foca mudando seu formato, e a retina é muito mais sensível que um filme. A retina do olho é curvada, enquanto o filme na câmera – que corresponde à retina do olho – é plano. Isso causa maior variação nas distâncias que os raios de luz devem viajar da lente curvada para alcançar os vários pontos do filme. A distância do centro da lente para o centro do quadro do filme vai ser muito menor que a distância da lente para os cantos do quadro. Também há uma grande variação nos ângulos nos quais os raios de luz atingem o filme. O resultado são formas distorcidas. A distância percorrida pela luz a partir da lente do olho para qualquer lugar na retina é bastante consistente, assim como é o ângulo no qual a luz atinge a retina.
Outra diferença entre o olho humano e a câmera é que a câmera vê todos os contornos dentro do seu alcance focal bem definidos, e grava tudo dentro desse alcance com um foco muito definido. O aparelho visual humano inclui dois olhos, cada um dos quais vê um ângulo um pouco diferente (numa forma arredondada), e um cérebro que recebe os sinais. Os dois contornos fundem-se no cérebro, e nossa impressão é de um desfocado variavelmente distinguível, cujo grau depende da forma do contorno e do grau de importância dado à área em questão pelo cérebro. O cérebro também exerce uma função de editor do material cru mandado pelos órgãos sensoriais, focando a atenção nas áreas de maior importância e enevoando as informações menos importantes. Sem essa função, concentrar-se seria muito mais difícil. Por fim, há a distorção de formas na fotografia que é o resultado da diferença entre nossos olhos e a lente da câmera e seu mecanismo de foco, assim como pelo fato de ser o produto de um único ponto de vista (visão monocular). Para a imagem pintada transmitir ao observador a impressão de estar vendo uma cena com seus próprios olhos, a cena tem que ser pintada do ponto de vista de um ser humano vendo a cena com dois olhos humanos, e não como sendo vista pela única lente de uma câmera.
A fotografia colorida usa três corantes transparentes diferentes para espressar a impressão que uma máquina transmite de uma cena, em papel branco ou sobre um filme transparente (transparências ou slides). Um pintor à óleo tem mais de 120 pigmentos à sua disposição para escolher – alguns opacos, alguns transparentes, alguns no meio. O pintor também pode criar ilusões óticas por meio de veladuras sobrepostas, justapondo áreas pintadas em camadas finas com aplicações de empasto denso e opaco para atingir uma variedade de efeitos maior do que é possível com uma fotografia. O artista vendo a cena com seus próprios olhos verá cores e efeitos óticos além da capacidade de registro da fotografia.
Confiando nos nossos próprios olhos e senso estético (uma sensibilidade que a câmera não tem), e trabalhando com o meio menos limitado que é a pintura à óleo, nós (artistas) podemos produzir imagens que vão além da capacidade da fotografia – imagens que podem ter se originado, ou que pelo menos podem ser melhoradas, na nossa imaginação. É este fator, a imaginação do artista, que faz cada obra de arte única. É por causa disso que a arte é procurada por colecionadores. Cada obra é única. Não é produzida em massa. Não é o produto de uma máquina produzida em massa. A arte empobrece quando essas qualidades são comprometidas.
Lista de imagens (www.artrenewal.org) Virgil Elliott – In the Wings, óleo sobre tela Han Wu Shen – Nuvens negras, óleo sobre tela Patricia Watwood – Autorretrato no atelier da rua Water, óleo sobre linho
"O Teatro Mapati (707 Norte, Bl. K, casa 13) abre inscrições para seleção de quarenta jovens de baixa renda, entre 16 a 25 anos, estudantes de escolas públicas, para integrarem o projeto Profissão Arte - Ano 2009. Além de Interpretação teatral, os alunos terão aulas de cidadania, Inclusão Digital, Percepção Musical, Expressão Corporal e mais. Os interessados deven entrar em contato com a direção do Teatro para marcar seleção que ocorrerá no próximo dia 6 da abril. "
Stephen Gjertson "Faça-se paz!", 1980 óleo sobre tela, 68,5 x 114, 3 cm Igreja Unida de Cristo, Sandstone, Minnesota
A melhor iluminação para pinturas é a luz natural e difusa do dia. Evite contato direto com a luz do sol. As cores e valores ficarão distorcidos se vistos sob luz incandescente. Se uma iluminação artificial é necessária, evite luminárias para quadros presas ao topo da moldura da pintura, pois elas criam áreas feias e confusas. Você pode instalar luzes de teto profissionais com bulbos diurnos com correção de cores, que inundam a pintura com uma luz suave e isonômica. Evite iluminação direta e frontal, que produz reflexo, e bulbos quentes de halogênio, a não ser que eles sejam colocados a uma distância suficiente da pintura (pelo menos três metros). [Stephen Gjertson, in: http://www.stephengjertsonstudios.com/pbsarticle.html]
Os eventos de moda de Brasilia já estão em andamento! O Capital Fashion Week começou no dia 12 de março e irá até sabado, dia 14 de março no Teatro Nacional. Já o Claro Park Fashion irá do dia 16 a 20 de Março que além de incluir desfiles de várias lojas do Park Shopping, conta com a exposição de Rita Wainer, workshop com Karlla Girotto e concurso de fotografia. Para assistir os desfiles tem de ter o convite, mas são faceis de obter. Só se increver no site e buscar seu convite la no Park Shopping antes do evento. Para se inscrever na oficina de fantasia com Rita Wainer é só ir na bilheteria da loja Fnac.
A revista Britanica Dazed and Confused está disponível de graça no site dazeddigital.com. A revista é famosa por incluir moda, arte, cultura, música, fotografia, filmes, e literatura em suas ediçoes.
Saiu na resvista Bravo! Desse mês uma reportagem sobre a restauração de um quadro de Poussin:
Himeneu Travestido Durante um Sacrificio a Príapo, tela do pintor francês Nicolas Poussin (1594-1665) que pertence ao Museu de Arte de São Paulo, que está sendo recuperado desde janeiro pela baiana Regina Costa Pinto Moreira, restauradora do Museu do Louvre. O resultadi da meticulosa tarefa de redescobrir core e nuances da obra deverá ser exposto em setembro no próprio Masp.
PROTEÇÃO Nascida em Salvador, Regina estudou belas artes e restauração em Madri e Bruxelas. Há 36 anos, entrou para o grupo de restauradores do Louvre, em Paris, onde já reparou telas de Leonardo da Vinci, Rafael e Botticelli. Esta é a primeira vez que vem ao Brasil com a missão de recuperar um quadro. Durante seu trabalho no Masp, os óculos e a máscara a protegem contra os efeitos nocivos de solventes.
Dossie
A tela de Poussin retrata o mito de Himeneu, deus grego do casamento que se disfarça de mulher para ficar perto de sua amada em uma festa ao deus Príapo. A restauração é feita a partir de um dossiê formado por radiografias, fotos e análises científicas. "A documentação me fornece o exato estado de conservação do quadro e indica o que retocar”, explica Regina.
Limpeza
Sem reparos desde 1958, quando foi comprada pelo Masp, a obra exibe sucessivas camadas de repinturas e verniz, que alteraram suas cores originais. Para eliminá-las, Regina usa pincéis, solventes e bisturis (ao lado). Graças à limpeza, as cores características de Poussin, como o azul lápis-lazúli, ressurgem vibrantes (acima).
Retoques
A segunda fase do trabalho de Regina começará após a limpeza do quadro. Com tintas trazidas da França, ela vai retocar as partes em que a pintura foi danificada tanto pelo tempo quanto por restaurações malsucedidas. A obra também receberá uma nova moldura.
Custo
Dois especialistas franceses em suporte virão ao Brasil para retirar a tela de madeira que fica atrás do quadro (a obra mede 3,73m de comprimento por 1,66m de altura). A “re-entelação” ocorrerá durante abril e maio e não contará com a participação de Regina. Toda a restauração deverá custar 150 mil euros.
Data: 16/03/09 (Segunda-Feira) Horário: 15h Local: IESB Sul - Campus Edson Machado (613 Sul) - Auditório D
Inscrições gratuitas (Vagas Limitadas - Entrada no auditório sujeita à lotação) No dia do evento, é desejável levar 1 kg de alimento não perecível (exceto sal) para a ABRIRE
"Em atividade desde 1997, o Rumos Itaú Cultural é um programa de apoio à produção artística e intelectual sintonizado com a criatividade brasileira. Rumos colabora para o fomento e o desenvolvimento de centenas de obras e de artistas das mais variadas expressões e regiões do país - de músicos e cineastas do Norte a escritores, coreógrafos e artistas plásticos do Sul; de jornalistas e pesquisadores do Nordeste a educadores do Sudeste.
O caráter nacional do programa mobiliza artistas, especialistas, pesquisadores e instituições parceiras, que fazem da cultura uma linguagem comum de fortalecimento da cidadania e das características múltiplas do povo brasileiro. Os produtos gerados pelo programa são distribuídos gratuitamente a instituições culturais e educacionais e disponibilizados para emissoras de TV parceiras e neste site." Site do Rumos Itaú Cultural Site do Blog Rumos Itaú Cultural
"Além da habitual névoa, o céu de Londres recebeu outras nuvens ao longo da semana: as 'Happy Clouds'. Ao todo foram 2.057 pequenas nuvens em formato de sorriso, feitas de gás hélio e corante vegetal - obra do artista plástico britânico Stuart Temple, um dos mais festejados da Inglaterra na atualidade.Segundo ele, lançar as nuvens foi a maneira que encontrou para 'literalmente, contribuir com algo feliz na atmosfera'."