quinta-feira, 30 de julho de 2009

Introdução à Atividade Empresarial (IAE)

A Escola de Empreendedores da UnB nos pediu para informar que será oferecida a matéria de Introdução à Atividade Empresarial. As informações seguem abaixo:

Matéria: Introdução à Atividade empresarial

Código da disciplina: 170054

Objetivo: O objetivo da disciplina é preparar o aluno para o futuro. Assim, a metodologia de ensino inclui a elaboração de um projeto, levantamento de informações, tomada de depoimentos e estudo de casos, jogos e simulações.

Turmas:

Turma A: 2ª feira – 12h00 às 15h30

Turma B: 2ª feira – 18h00 às 21h30

Turma C: 3ª feira – 18h00 às 21h30

Turma D: 4ª feira – 18h00 às 21h30

Turma E: 4ª feira – 18h00 às 21h30

Turma F: 5ª feira – 18h00 às 21h30

Turma G: 6ª feira – 18h00 às 21h30

sábado, 18 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA


Reni. Hipômenes e Atalanta. c. 1612. Óleo sobre tela, 206 x 297 cm. Museu do Padro, Madrid.


A lenda conta que a caçadora Atalanta recusava-se a casar pois um oráculo dissera que isso seria a sua ruína. Ela então desafiava seus pretendentes a vencê-la numa corrida e, caso fossem vitoriosos, poderiam desposá-la. Claro que isso nunca acontecia.

Hipômenes, um jovem apaixonado pela caçadora, pediu a Afrodite que o ajudasse a vencê-la numa corrida. Afrodite deu-lhe então três maçãs de ouro, e disse-lhe que as levasse na corrida.

Quando a disputa começou e Hipômenes arrancou na frente, mas logo percebeu que Atalanta iria passá-lo. Assim, jogou uma maçã no chão. Atalanta, surpreendida, parou para olhá-la e pegou-a, no que o pretendente arrancou na frente.

Mas logo Atalanta alcançou-o, e ele jogou a segunda maçã. Atalanta parou para pegá-la e novamente Hipômenes ganhou vantagem. Pouco depois, contudo, ela já estava alcançando-o. Hipômenes então jogou a terceira maçã. Atalanta já havia entendido a tática do adversário, mas no que ela se traiu olhando para a maçã, Hipômenes conseguiu vencê-la na corrida, e ganhou a mão da moça.

Na nossa pintura, Reni escolheu o momento em que o desafiante lança a segunda maçã. Toda a iluminação como as cores escolhidas dão um ar surrealista à pintura; mas devemos levar em consideração que tanto o verniz como o tempo podem ter levado a mudanças químicas que alteraram a aparência da pintura.


-imagem: www.artrenewal.org

segunda-feira, 13 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA


Millais. O cavaleiro errante. 1872. Óleo sobre tela, 184 x 136 cm. Tate Gallery, Londres.

A versão acima não é a primeira desta pintura. Millais - mais conhecido como um dos fundadores do movimento pré-rafaelita - havia pintado a versão original com a personagem da moça olhando para o cavaleiro. O público da época achou a imagem muito lasciva (é, eram outros tempos) e Millais foi pesadamente criticado.

Mortificado pela reação do público, ele não epnsou duas vezes e cortou a tela, tirando a cabeça da moça, e substituiu por um outro pedaço onde pintou a versão que vemos agora. Esta versão está na Tate Gallery, uma das principais galerias britânicas de arte moderna e contemporânea.

Para os curiosos: Millais aproveitou aproveitou a cabeça em outra pintura, A Mártir de Solway, que eu reproduzo abaixo.

Millais. A mártir de Solway. 1871. Óleo sobre tela, 60,3 x 56,5. Galeria Walker, Liverpool.
- imagens de www.artrenewal.org
[Marcelo Gonczarowska Jorge]

sábado, 11 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA

Jusepe de Ribera. Prometeu. séc. XVII
Ribera foi um pintor espanhol que fez carreira em Nápoles - Itália e produziu algumas das imagens mais interessantes do barroco. Passando tanto pelo tenebrismo (Caravaggio) como o luminismo (Reni), ele soube criar imagens impactantes e de um realismo que chega a ser desconcertante. A pintura acima foi leiloada esta semana e marcou um recorde para o artista, atingindo a marca de 3, 84 milhões de libras esterlinas, o que deve ser quase 10 milhões de reais.
O sofrimento e o grotesco dessa imagem assim como de outros trabalhos do artista deveriam fazer dele um must na nova geração de artistas figurativos que está surgindo no nosso departamento, tendo a vista a popularidade depintores como Odd Nerdrum e de arte com essa temática grotesca entre os estudantes da UnB. Eu creio que ele ainda não atingiu a popularidade devida apenas porque os alunos ainda não conhecem seu trabalho; no site http://www.artcyclopedia.com/artists/ribera_jusepe_de.html diversos trabalhos do artista podem ser encontrados, e aqui vai uma pequena seleção:
Ribera. Apolo tirando a pele de Marsias.
Ribera. Sileno bêbado.

Ribera. Martírio de São Bartolomeu.
[Marcelo Gonczarowska Jorge]

quinta-feira, 9 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA


Ingres. Estudo para a Idade de Ouro. Lápis sobre papel.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA

Gervex. Sátiro brincando com bacante. c. 1874. Óleo sobre tela, 159 x 193 cm. Museu d'Orsay, Paris

terça-feira, 7 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA - Ninfas, bacantes e faunos

Meirelles (brasileiro). A bacante. c. 1858. Óleo sobre tela, 77 cm x 98 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.


Cabanel. Ninfa e sátiro. 1860
Pallière (brasileiro). Fauno e bacante. 1862. Óleo sobre tela.246 x 172 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Bouguereau. Ninfas e sátiro. 1873. Óleo sobre tela, 260 x 180 cm .

ECCO SELECIONA MONITORES NA PRÓXIMA QUINTA 09/07

Colegas, o Espaço ECCO selecionará estagiários na quinta-feira dia 09 de julho. Mais informações abaixo e no cartaz:



Seleção de estagiários para o Espaço ECCO:

Dia e horário: 09 de julho (quinta-feira) de 14h30 às 17h

Onde: sede da ECCO, do lado do Liberty Mall, SCN Quadra 03, Bloco C, loja 05

Informações adicionais:

-os candidatos devem estar cursando a partir do quarto semestre do nível superior.

-pede-se envio prévio de currículo para prod.3@arte21brasilia.com.br e educativo@eccobrasilia.com.br

Vernissage da Exposição de diplomação - 1o/2009

Ontem (06/07) ocorreu a abertura da exposição com os trabalhos de diplomação dos alunos de Bacharelado do curso. A galeria Espaço Piltoo estava cheia e foi uma ótima oportunidade para conversar com os artistas. Abaixo algumas fotos, e lembrando que a exposição fica em cartaz de segunda a sexta (9h-19h) e sábado (9h-13h) até o dia 18 de julho.


Daniel dando um show no teclado:

Júlia, à esquerda, na instalação Jojota, criada por ela e pela outra Júlia (que não está na foto):

Detalhe da instalação:
Detalhe da instalação:


Luiz com os seus trabalhos a aquarela:


Amanda com a sua video-instalação interativa, que deve ter sido muito difícil de fazer:


A Ingrid xeretando o gabinete com as gravuras da Fátima, que bombou durante toda a exposição:

Vânia com a sua instalação:

Detalhe da instalação:

Ana Samico:

Léo Branco (de casaco cinza) mostrando o seu trabalho:

Detalhe do trabalho do Léo:

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Transporte de telas



Para aqueles que sempre ficaram curiosos para ver como são transportadas telas de grandes dimensões, a foto acima ajuda a matar um pouco a curiosidade. A tela se chama A última noite de Arthur em Avalon (1898) e foi feita por Edward Burne-Jones. A enorme tela é à óleo e mede 279 cm por 650 cm. A tela pertence ao Museo de Ponce, de Porto Rico, que está fechado para reforma, e emprestou suas obras pré-rafaelitas para um tour por diversas galerias no mundo.


Na foto, vemos funcionários carregando o rolo com a tela para montar a exposição no Gemeente Museum den Haag, na Holanda. Para se ter uma idéia do peso do rolo, basta dar uma olhada no tamanho do bracinho do funcionário à esquerda que precisa carregar a tela!

Abaixo a tela esticada:






domingo, 5 de julho de 2009

IMAGEM DO DIA

Hélio M. Kojev-Tsuvelev. Mãe. Da série: O fogo extinto da guerra. 1964-67. Óleo sobre tela, 200 x 233 cm. Galeria Tretyakov de Moscou

Esse artista é russo e representa uma mãe russa provavelmente lamentando a perda dum filho na guerra. As dimensões da tela são enormes e as cores, assim como as texturas da pele, do cabelo, dos panos e do fundo potencializam a sensação de melancolia e tristeza. A forma como o artista ocupou o espaço pictórico não nos permite prestar atenção em outra coisa a não ser nessa senhora. O abandono e a frieza são praticamente paupáveis, pelo uso dos azuis brancos e neutros. O formato triangular, assim como o pano na cabeça (que é realmente típico das matronas russas), podem remeter à imagem de nossa senhora; mas esta pietà é ainda mais triste pois a mãe não tem o consolo do corpo do próprio filho para enterrar.

Hermitage abre filial em Amsterdã - uma boa idéia?


O Museu Hermitage, de São Petersburgo - Rússia, abriu recentemente uma filial em Amsterdã, na Holanda [figura acima].


Abrir filial de um grande museu não é privilégio da Rússia. O Louvre já firmou uma parceria com os Emirados Árabes Unidos e está construindo uma filial em Abu Dhabi com previsão de inauguração para 2012 [projeto acima]. No Brasil temos um exemplo parecido. Há alguns anos foi criado o museu Vitor Meirelles em Florianópolis [abaixo], cujo acervo é formado basicamente por peças emprestadas pelo Museu D. João VI da UFRJ e pelo Museu Nacional de Belas Artes (RJ) - sendo que os dois museus também já pertenceram a uma única instituição, a Escola Nacional de Belas Artes.


Claro, é genial distribuir o acervo do Hermitage, o maior museu do mundo - o número de peças no seu inventário ultrapassa aos milhares as peças do Louvre. As peças que estão sendo expostas em Amsterdã pertenciam à reserva técnica do museu (reserva técnica é para onde vão aquelas peças que pertencem ao museu mas não ficam expostas, e sim armazenadas em depósitos), e nem é muita coisa. Mas é certo colocar parte da herança russa fora do território nacional, como retratos e roupas dos imperadores, o que pode impossibilitar boa parte dos cidadãos de ter acesso algum dia a essas obras?


Os museus costumam emprestar peças do seu acervo para exposições temporárias, mas jamais de forma permanente. A Mona Lisa (tirando o caso do roubo de 1913) saiu do Louvre apenas uma vez, para ser exposta nos EUA. Dizem que o governo francês estava desesperado por um empréstimo americano, e parte do acordo foi a cessão da Mona Lisa de da Vinci para uam exibição no território norte-americano. Emprestar é bom pois é uma forma de divulgar a cultura e o acervo de um país (veja o caso da Virada Russa, no CCBB), mas criar uma filial de caráter permanete pode ser uma iniciativa perigosa.


No caso de guerra na Europa, quem vai tomar os cuidados necessários para preservar essas obras? E se esse acervo ficar judicialmente retido na Holanda no caso de uma moratória da dívida pública externa russa?


No final das contas, sortudos serão os visitantes do Hermitage de São Petersburgo, que terão a oportunidade de ver peças de qualidade incomparável. O governo russo investiu pesadamente na educação artística durante 500 anos, e os resultados são fenomenais e internacionalmente reconhecidos.


Agora, olhando as fotos abaixo do Hermitage de Amsterdã, nos perguntamos qual a necessidade das falsas janelas e pilastras na parede das galerias. Parece que elas estão derretendo. Além disso, as paredes brancas são um erro, pois deixam as pupilas dos visitantes muito contraídas, o que atrapalha no momento de olhar para as obras de arte. Pode ser uma tentiva de deixar mais cool e contemporâneo o aspecto do museu. Isso era necessário? Julguem por si e comentem!




[Marcelo Gonczarowska Jorge]

Exposição de diplomação no Espaço Piloto


A Galeria Espaço Piloto da Universidade de Brasília convida todos(as) vocês para a abertura da Exposição de Diplomação 1º/2009.

A abertura ocorrerá no dia 6 de Julho, próxima segunda-feira, às 19:00, na Galeria Espaço Piloto da UnB.

Não é necessária apresentação de convite.


A exposição permanecerá aberta à visitação pública de 7 a 18 de Julho de 2009.

O horário de visitação da galeria é de segunda à sexta de 9:00 às 19:00 e, aos Sábados, de 9:00 às 13:00.

A Galeria Espaço Piloto localiza-se no Campus Universitário Darcy Ribeiro da UnB, Edifício de Oficinas Especiais do Complexo das Artes.

sábado, 4 de julho de 2009

O surgimento e evolução do nu feminino na arte grega antiga

Os ídolos femininos de fertilidade do paleolítico e mesmo do neolítico seguiam a forma da famosa Vênus de Willendorf (figura acima). Nela, os atributos da fertilidade são destacados, como os seios grandes, o ventre alargado, o traseiro protuberante e vulva grande.

Contudo, os artistas cicládicos (2500 – 1100 a.C., arquipélago grego) criaram uma forma completamente nova de representar esse ídolo da fertilidade (Ídolo cicládico de Amorgos, figuras abaixo), fugindo completamente dos padrões e variantes ligados à Vênus de Willendorf.




O aspecto “magro”, com as delicadas nuanças de curvas, e as indicações suaves de volume no abdômen, seios e joelhos demonstra uma grande distância dos ídolos mais antigos de fertilidade. Não se sabe por que a cultura cicládica promovia a produção desse tipo de imagem, mas sabe-se que são as primeiras representações do nu feminino em tamanho real (e isso no segundo milênio a. C.) conhecidas na história da arte. Na verdade, seriam mesmo as únicas representações de nu feminino em escala real durante muitos séculos, e não surpreende que tenha sido nessas ilhas que começaram a surgir as imagens de Vênus para cultos religiosos, como a Afrodite de Praxíteles.

No período arcaico da arte grega, as figuras começam a ganhar requintes técnicos mais sofisticados, e a anatomia das figuras começa a assumir ares mais naturalistas. Os Kouros são representados com toda a nudez, mas as imagens femininas são representadas completamente vestidas, como a Kore de Chios (figura abaixo).


Contudo, a pintura em cerâmica grega permitiu uma maior liberdade para os artistas no que concerne a representação da nudez feminina, dos quais há vários exemplos nesse medium, como as cerâmicas abaixo, do século VI a. C.









Por vários séculos, ainda, as estátuas femininas não perderam seus vestidos e véus – mas isso até o período Clássico.

De Roma foi resgatada a escultura Filha de Níobe morrendo (figura abaixo), dos anos 440 a. C. É o primeiro nu em tamanho real de que se tem conhecimento na arte grega propriamente dita. A jovem, sendo atingida nas costas por uma flecha atirada pelos deuses, tenta arrancá-la a todo custo, e na luta deixa seus vestido escorregar pelo corpo. Contudo, a intenção aqui ainda não é celebrar o nu como ocorria nas estátuas masculinas, mas sim potencializar a sensação de dramaticidade da cena. A estátua pertence a um grupo escultórico.





Contudo, por pelo menos mais um século e meio, as figuras femininas continuaram vestidas, por mais sensuais que fossem representadas. Praxíteles, o famoso escultor, começou a mudar a tradição, ao representa ruma Vênus topless que teria sido encomendada pela cortesã Frine. Essa Vênus é conhecida como a Vênus de Arles (c. 350 a. C., figura abaixo), e também pertenceria a um grupo escultórico com Cupido e outras divindades.






No século IV a.C. os habitantes da ilha grega de Kos encomendaram ao famoso escultor Praxíteles (autor de Hermes e Dionísio, de Olímpia) uma imagem de Afrodite para o culto local. Praxíteles apresentou então duas versões: uma nua e outra vestida. Os habitantes de Kos, chocados, escolheram a versão vestida, e Praxíteles vendeu a versão nua para os habitantes da ilha de Cnido. Essa estátua ficou então conhecida como a Vênus de Cnido (c. 330 a.C., figura abaixo). A estátua tornou-se instantaneamente extremamente popular e criou um cânone para as imagens de nu feminino na Grécia antiga. A deusa é representada surpreendida no banho e pegando um pano para se cobrir. Sua mão direita esconde delicadamente seu sexo, mas o gesto da deusa, pelo contrário, acaba atraindo a atenção do observador para lá. Seu olhar, perdido, fez muitos homens apaixonarem-se pela escultura. Esta estátua foi a primeira representação em larga escala de uma figura completamente nua na Arte Grega, abrindo caminho para todos os nus femininos na arte ocidental. A estátua tornou-se tão célebre que tentaram comprá-la dos habitantes de Cnido diversas vezes, mas jamais conseguiram. A escultura original perdeu-se, mas foi tão amplamente copiada que diversas cópias antigas existem.






Os nus daí em diante variaram pouco do exemplo da Vênus de Cnidos. Uma desses nus é a famosa Vênus Capitolina (figura abaixo), que representa a pose conhecida como Vênus pudica, em que a deusa cobre os seios e a genitália. Essa pose perduraria por toda a história da arte, e sua versão mais conhecida está no Nascimento de Vênus, de Botticelli.




Outro exemplo, agora completamente inserido no Helenismo, é a espiralada Vênus de Milo(figura abaixo), do tipo Vênus Victrix, a Vênus vencedora, que ganhou de Athena e Juno o voto de Páris. Sua pose forma como que um espiral, e sua anatomia é mais naturalista que as Vênus anteriores.





Em seguida vemos a Vênus Esquilina (figura abaixo), apesar de que não temos certeza se é uma representação da deusa ou de uma banhista. O interessante aqui é que o nu é mostrado com bastante liberalidade, sem que a figura esconda sua genitália ou seus seios, mas parece na verdade exibi-los, ao atar a fita aos cabelos. Ela é difícil de datar, pois faz referência a diversos períodos anteriores da arte, mas é seguramente helenística, de acordo com os especialistas.






Ainda no tema da Vênus banhista, temos uma versão da Vênus pudica agachada (figura abaixo), que teve muitas variantes. Na mais comum delas, a deusa olha sobre o ombro direito enquanto esconde suas vergonhas com os braços direito e esquerdo, formando uma espiral, bem ao gosto helenístico.





Uma das versões dessa Vênus, pertencente ao Louvre, mostra a deusa como a se secar (figura abaixo). Vemos a partir daqui como a imagem da deusa deixa de ser idealizada para tornar-se cada vez mais uma obra de arte desligada de suas origens mitológicas, e voltada mais para o deleite. Outras versões, como a deusa secando os cabelos e pequenas peça em bronze, inundavam o mundo helênico e o império romano.





A Vênus Calipígia (figura abaixo) mostra a deusa tirando suas vestes e olhando para o seu traseiro. Por mais erótica e pornográfica que possa parecer a imagem, alguns escritores cristãos da Antiguidade registraram que de fato existia um culto religioso à Vênus Calipígia na Siracusa, região da Grécia Antiga. Afrodite Calipígia que dizer “Afrodite da bunda bonita”.




Daí em diante, infelizmente, não houve grandes mudanças em relação ao nu feminino na arte antiga. Um dos poucos sopros de criatividade é a Afrodite de Delos (figura abaixo), de 180 d.C, que mostra Vênus afastando com um chinelo as investidas Pã. Apesar de a pose ser derivada da Vênus de Cnido, o conjunto dá um sabor surpreendentemente bem-humorado e erótico à peça. Aqui, a deusa é mostrada mesmo sorrindo! Por incrível que pareça, esta escultura não foi criada para decorar jardins ou nichos como a maioria das esculturas anteriores, mas foi feita para um culto de adoração de Delos, como ainda é possível ler pela inscrição na base.




No império romano, podemos encontrar a última representação interessante de Vênus. É a Vênus Anadiômene (figura abaixo), a Vênus que surge das águas, pintura mural de Pompéia do primeiro século da Era Cristã, sendo provavelmente uma cópia de algum original grego. Aqui a deusa é heterodoxamente representada deitada, quando surge das ondas junto com os pequenos amores. A celebração do nu aqui parece claro, especialmente pelo contexto pompeiano, onde há diversas representações de cenas eróticas e de sexo. Não se sabe o contexto original em que esta imagem estava inserida.



[Marcelo G. Jorge e Naiara M. Coelho para a disciplina de História da Arte Antiga]